O ministro da Educação, Camilo Santana (PT), desconversou ao ser questionado sobre especulações em torno de seu nome para posições de maior protagonismo no cenário nacional, como uma eventual ida ao Ministério da Justiça ou até mesmo a possibilidade de compor a chapa presidencial como vice do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições deste ano.
Sem entrar diretamente nas articulações políticas, Camilo centrou sua fala na defesa do governo federal e no que classificou como a necessidade de um debate eleitoral baseado na comparação entre gestões.
“Sou grato ao povo cearense pelas oportunidades que me deram e hoje podendo contribuir com o Brasil. Sou liderança do maior presidente da história desse país”, afirmou.
Segundo o ministro, a eleição será o momento de confrontar projetos políticos distintos. “Vai ser um momento importante para dizer ao povo do Ceará e ao povo do Brasil: comparar os quatro anos do Bolsonaro com os quatro anos do Lula”, declarou.
Camilo fez duras críticas ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), apontando o desmonte de políticas públicas e o enfraquecimento da relação federativa. Ele citou o fim de programas como Minha Casa, Minha Vida, Mais Médicos e Farmácia Popular, além das dificuldades enfrentadas pelos estados para acessar recursos federais. “Para receber recursos de obras, precisava entrar na Justiça. Houve desrespeito ao pacto federativo”, disse.
O ministro também relembrou a condução da pandemia de Covid-19, criticando a postura do governo anterior em relação à ciência e à vacinação. “Desrespeitou a ciência e não queria distribuir vacina para o povo brasileiro. Todo mundo lembra disso”, afirmou.
Em contraste, Camilo destacou ações do governo Lula, ressaltando impactos diretos no Ceará. Segundo ele, programas sociais e investimentos retomados pelo governo federal fortalecem estados e municípios. Entre os exemplos citados estão a reconstrução do Minha Casa, Minha Vida, com a previsão de mais de dois milhões de moradias em todo o País, a volta do Mais Médicos, a retomada da Farmácia Popular com medicamentos gratuitos e políticas como o gás para famílias de baixa renda.
Na área econômica, o ministro mencionou o reajuste do salário mínimo com ganho real, a queda da inflação, o crescimento do Brasil acima de 3% e a redução do desemprego. Também destacou o aumento da massa salarial e a retomada de investimentos em educação, com a expansão da rede de Institutos Federais e universidades. “São mais de 106 Institutos Federais sendo feitos no Brasil”, pontuou.
Ao tratar do cenário político no Estado, Camilo afirmou que o debate no Ceará passará pela identificação de alianças e projetos. “Nós vamos mostrar o projeto do Ceará, quem está do lado do Bolsonaro e quem está do lado do Lula, quem está do lado do Elmano”, afirmou, em referência ao governador Elmano de Freitas (PT).
Para o ministro, a disputa eleitoral será marcada pela apresentação de resultados concretos e pela defesa de políticas voltadas à população mais vulnerável. “Quem trabalha pelo povo cearense e, principalmente, por aquelas pessoas que mais precisam neste Estado”, concluiu.
