As micro e pequenas empresas responderam pela maior parte dos empregos formais criados no Ceará entre janeiro e novembro de 2025. No período, o Estado contabilizou 60.289 contratações com carteira assinada. Desse total, 46.306 vagas, o equivalente a 76,8%, tiveram origem nas micro e pequenas empresas cearenses (MPEs).
No recorte por porte, as médias e grandes empresas (MGEs) ficaram na segunda posição entre os empregadores. Ao longo dos 11 meses, esse grupo registrou 10.105 contratações formais. Pessoas físicas e entidades sem fins lucrativos somaram 3.138 empregos, enquanto a administração pública respondeu por 740 admissões.

Os números constam em levantamento do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). A pesquisa utiliza dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e detalha o desempenho do mercado de trabalho formal no Estado.
SETORES LÍDERES
No detalhamento por atividade, o setor de serviços liderou a geração de vagas entre as MPEs em 2025. A área respondeu por 19.216 carteiras de trabalho assinadas. Na sequência, aparecem a construção, o comércio e a indústria de transformação, com 13.709, 7.428 e 4.472 postos de trabalho, respectivamente.
Em novembro, as micro e pequenas empresas mantiveram o protagonismo nas contratações formais. No mês, esse segmento criou 4.437 empregos com carteira assinada. O volume correspondeu a 75,5% do total de 5.874 vagas abertas no Ceará.
O comércio e os serviços concentraram a maior parte das admissões em novembro. Esses dois setores somaram 2.201 e 1.444 contratações, respectivamente. O resultado reforça o peso das MPEs na dinâmica do mercado de trabalho estadual.
