O presidente Lula (PT) afirmou que o acordo entre o Mercado Comum do Sul (Mercosul) e a União Europeia (UE) foi uma “vitória do diálogo”. Em nota publicada nas suas redes sociais, o chefe do Executivo lembrou que o mundo passa por um cenário de “crescente protecionismo e unilateralismo”. Ele comemorou o acordo entre os blocos econômicos.
Conforme o petista, a definição foi “uma sinalização em favor do comércio internacional como fator para o crescimento econômico”. Lula afirmou que haverá benefícios para os dois blocos.
Depois de mais de 25 anos de negociação, a aprovação do acordo deve resultar na redução de preços de diversos produtos importados consumidos no Brasil, como vinhos, azeites, queijos, chocolates e leite em pó.
Nesta sexta-feira (9), a maioria dos embaixadores dos países da UE endossou o entendimento entre os blocos econômicos. A votação formal no Conselho Europeu também foi confirmada nesta sexta-feira.
Lula chamou o acordo de “um dos maiores tratados de livre comércio do mundo”.
“O texto amplia alternativas para exportações brasileiras e investimentos produtivos europeus e simplifica regras comerciais para os dois lados. Uma vitória do diálogo, da negociação e da aposta na cooperação e na integração entre os países e blocos”, finalizou.
Próximos passos
Mesmo após a assinatura, o pacto ainda precisará passar por ratificação no Parlamento Europeu e pelos congressos nacionais dos países do Mercosul – Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.
Mesmo após as aprovações, os efeitos da redução tarifária devem chegar de forma gradual aos consumidores brasileiros, à medida que as regras forem implementadas.
Para os países sul-americanos, o acordo amplia o acesso ao mercado europeu, especialmente para produtos agrícolas. Já para a União Europeia, a abertura comercial facilita a entrada de bens manufaturados no mercado do Mercosul, com destaque para o Brasil.
Confira na íntegra a nota de Lula
Dia histórico para o multilateralismo. Após 25 anos de negociação, foi aprovado o Acordo entre Mercosul-União Europeia, um dos maiores tratados de livre comércio do mundo. A decisão chancelada pelo lado europeu une dois blocos que, juntos, somam 718 milhões de pessoas e um PIB de US$ 22,4 trilhões.
Em um cenário internacional de crescente protecionismo e unilateralismo, o acordo é uma sinalização em favor do comércio internacional como fator para o crescimento econômico, com benefícios para os dois blocos.
O texto amplia alternativas para exportações brasileiras e investimentos produtivos europeus e simplifica regras comerciais para os dois lados. Uma vitória do diálogo, da negociação e da aposta na cooperação e na integração entre os países e blocos.
