O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o índice oficial de inflação do País, fechou o ano com alta de 4,26%, a menor taxa anual desde 2018. O resultado, divulgado nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), está dentro da meta do Governo, de até 4,5% no acumulado de 12 meses.
Em dezembro, o IPCA teve alta de 0,33%, 0,15 ponto percentual (p.p.) acima do aumento de 0,18% registrado em novembro. Ainda assim, a inflação anual não ultrapassou o que o Executivo previa como meta para o ano.
Ainda conforme o IBGE, com exceção do grupo Habitação, que registrou queda de 0,33%, os demais grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta em dezembro.
O IPCA apura o custo de vida para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos. Ao todo, são coletados preços de 377 subitens – produtos e serviços.
A coleta de preços é feita em dez regiões metropolitanas – Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre -, além de Brasília e das capitais Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.
Transportes
A maior variação de dezembro (0,74%) e o maior impacto em relação ao mês anterior (0,15 p.p.) vieram dos Transportes. No setor, o IBGE informou que o resultado foi influenciado pelo aumento nos preços do transporte por aplicativo, de 13,79%, e das passagens aéreas, de 12,61%.
Já os combustíveis, após recuarem 0,32% em novembro, aumentaram 0,45%, com as seguintes variações: etanol (2,83%), gás veicular (0,22%), gasolina (0,18%) e óleo diesel (-0,27%), conforme afirmou o IBGE.
Saúde e cuidados pessoais
O setor de Transportes é seguido, em termos de impacto, por Saúde e cuidados pessoais, com alta de 0,52% e impacto de 0,07 p.p. No grupo, o destaque fica por conta do Plano de saúde (0,49%) e dos Artigos de higiene pessoal (0,52%).
Artigos de residência
Já o grupo Artigos de residência (0,64%) teve a segunda maior variação em dezembro, após o recuo de 1% registrado em novembro.
Ainda segundo o instituto, em Artigos de residência, a alta reflete as variações de TV, som e informática (1,97%) e dos Aparelhos eletroeletrônicos (0,81%) que, no mês anterior, haviam caído 2,28% e 2,37%, respectivamente.
Alimentação e bebidas
Alimentação e bebidas registrou alta de 0,27% em dezembro. O setor interrompeu uma sequência de seis meses consecutivos de queda e subiu 0,14%. O aumento foi influenciado por alta em alimentos como:
- cebola (12,01%);
- batata-inglesa (7,65%);
- carnes (1,48%) — com destaque para o contrafilé (2,39%), a alcatra (1,99%) e a costela (1,89%);
- frutas (1,26%) — em especial o mamão (7,85%) e a banana-prata (4,32%).
Já em relação às quedas, estão o leite longa vida (-6,42%), o tomate (-3,95%) e o arroz (-2,04%), como apontou o Instituto.
A Alimentação fora do domicílio (0,60%) acelerou em relação ao mês anterior (0,46%), com a alta de 1,50% no lanche e de 0,23% na refeição.
Habitação
O único grupo com variação negativa em dezembro, o de Habitação, saiu de alta de 0,52% em novembro para uma queda de 0,33% no último mês de 2025. O resultado foi influenciado por queda da energia elétrica residencial (-2,41%).
“Esse resultado foi motivado pela vigência, em dezembro, da bandeira tarifária amarela, com a cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos”, destacou o IBGE.
Em novembro, estava em vigor a bandeira tarifária vermelha patamar 1, que acrescentava R$ 4,46 para o mesmo nível de consumo.
