O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou a ida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao hospital para realizar exames após sofrer uma queda nessa terça-feira (6).
Na decisão, Moraes determinou que a Polícia Federal (PF) deve fazer o transporte de Bolsonaro “de maneira discreta”, e que realize o desembarque pela garagem do hospital.
Além disso, a PF ficará responsável pela vigilância do ex-presidente durante os exames. Em seguida, ele deverá voltar à Superintendência da PF, onde está preso, condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes.
De acordo com os advogados de defesa de Bolsonaro, ele apresentou quadro clínico compatível com traumatismo craniano, síncope noturna associada à queda, crise convulsiva, oscilação de memória e um corte na têmpora.
O quadro, como argumentou a defesa, exigiria a realização de exames como tomografia e ressonância magnética do crânio, além de um eletroencefalograma.
A queda
Inicialmente, a queda de Bolsonaro foi reportada pela sua esposa, Michelle Bolsonaro (PL), ainda na terça. Nas redes sociais, a ex-primeira-dama afirmou que o marido “não estava bem”.
“Durante a madrugada, enquanto dormia, teve uma crise, caiu e bateu a cabeça no móvel”, disse.
No mesmo dia, a defesa do ex-presidente tentou a remoção dele para o hospital, mas Moraes negou. O ministro baseou sua decisão em uma avaliação da equipe médica da Polícia Federal, que constatou ferimentos leves e não viu necessidade de exames no hospital.
Os advogados, então, apresentaram os pedidos específicos de exames indicados por um médico particular de Bolsonaro. Esses pedidos foram citados por Moraes na decisão proferida hoje.
