A Petrobras informou, nesta terça-feira (6), que suspendeu a perfuração na Foz do Amazonas após identificar um vazamento de fluido em duas linhas auxiliares, tubulações de apoio que ligam o navio-sonda ao poço Morpho. O trabalho vem sendo realizado a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá.
O problema foi reconhecido no último domingo (4) e, segundo a estatal, o vazamento foi imediatamente contido e isolado. A operação foi interrompida para que as tubulações fossem levadas à superfície, avaliadas e reparadas.
“Não há problemas com a sonda ou com o poço, que permanecem em total condição de segurança. A ocorrência também não oferece riscos à segurança da operação de perfuração”, informou a Petrobras. Apesar do susto, não houve vazamento de petróleo.
A companhia, em nota, disse que adotou todas as medidas de controle e notificou os órgãos competentes. Acrescentou que o fluido “atende aos limites de toxicidade permitidos” e é biodegradável, sem risco ao meio ambiente ou à população.
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), por sua vez, disse que foi comunicado pelo incidente da Petrobras no domingo (4) e que “as causas estão em apuração na área competente do Ibama, que acompanha o caso”, publicou.
Impacto
Após a divulgação do incidente, as ações da Petrobras, tanto preferências quanto ordinárias, figuravam entre as maiores quedas do Ibovespa, com perdas de cerca de 1%, na tarde desta quarta-feira (6). Mais cedo, os papéis da estatal operavam próximo da estabilidade, com leve alta.
