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Maduro chega a tribunal de Nova York para audiência após captura na Venezuela

O presidente afastado da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cília Flores, chegaram na manhã desta segunda-feira (5) a um tribunal de Nova York, após deixar o Centro de Detenção Metropolitano (MDC), onde estava preso desde que foi capturado em Caracas, no último sábado (3). A audiência está marcada para as 14h, no horário de Brasília, e será conduzida pelo juiz distrital Alvin Hellerstein.

Maduro e a esposa foram presos em Caracas, durante uma operação militar conduzida por forças especiais norte-americanas.

Com 92 anos, Hellerstein é considerado um magistrado experiente do Judiciário norte-americano, com atuação em diversos casos de grande repercussão ao longo da carreira.

No sábado, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou uma nova acusação formal contra Maduro, no âmbito de um processo criminal por tráfico internacional de drogas que o governo norte-americano move há cerca de 15 anos. As acusações são as mesmas apresentadas na denúncia anterior, protocolada em Nova York em 2020: narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e conspiração para uso de armamentos.

A audiência desta segunda-feira marca o primeiro comparecimento formal de Nicolás Maduro diante da Justiça dos Estados Unidos desde sua captura, em meio à escalada de tensão política e diplomática envolvendo Washington e Caracas.

Entenda

Maduro e Cília Flores devem ser processados por tráfico internacional de drogas, acusação que, até o momento, não teve provas apresentadas publicamente pelo governo dos Estados Unidos. Após o desembarque nos EUA, o casal foi transportado de helicóptero até Manhattan, onde ficou inicialmente sob custódia na sede da DEA.

No sábado, em coletiva de imprensa, o presidente Donald Trump fez sua primeira manifestação oficial após a invasão militar na Venezuela e a captura de Maduro. Trump afirmou que o próprio governo norte-americano passará a administrar o país latino-americano até que seja possível realizar uma transição de poder.

Segundo autoridades dos EUA, a operação militar envolveu cerca de 150 aeronaves e foi planejada ao longo de vários meses. O presidente americano não soube estimar por quanto tempo Washington deverá exercer controle direto sobre a Venezuela, que possui uma fronteira superior a dois mil quilômetros com o Brasil. Ainda assim, indicou a possibilidade de diálogo com a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, sobre a formação de um eventual governo interino.