De acordo com Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), as chuvas devem ocorrer de forma irregular e localizada, neste mês de janeiro, no Ceará. Sem acumulados expressivos ou distribuição homogênea, as precipitações tendem a estar associadas principalmente a efeitos locais, como a brisa marítima no litoral e áreas isoladas de instabilidade.
Isso se dá, pois a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), principal sistema responsável pelas chuvas mais abrangentes no Ceará, ainda não atua de maneira contínua sobre o estado neste período.
Com isso, o cenário esperado para janeiro é de predomínio de calor, intercalado por chuvas rápidas e pontuais, principalmente, durante a madrugada e início da manhã, sem impacto significativo na redução das temperaturas.
Nestes primeiros cinco dias de 2026, não houve precipitações significativas. O dia 1º registrou o maior número de municípios banhados pelas chuvas, 9 das 184 cidades cearenses. Contudo, Tianguá, nesta segunda-feira (5), alcançou o maior volume com 55 milímetros.
Picos de calor
O Ceará deve seguir com uma onda de calor até a próxima quarta-feira (7), pelo menos. De forma geral, são esperadas variações de temperatura de até 3 °C em determinadas áreas do estado, segundo a Funceme.
O fenômeno está relacionado ao predomínio de condições atmosféricas estáveis, com pouca formação de nuvens, escassez de chuvas e baixos índices de umidade do ar. Esse cenário favorece maior incidência de radiação solar e elevação das temperaturas, mantendo o tempo seco e quente em grande parte do estado.
Além dos fatores locais, a Funceme explica que sistemas de grande escala também influenciam o quadro atual. O comportamento dos oceanos e da circulação atmosférica contribui para reduzir a formação de instabilidades no Nordeste, reforçando o calor.
