O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou anexar a Groenlândia e atacar a Colômbia em entrevista neste domingo (4). A fala ocorreu um dia após os ataques dos EUA à Venezuela, ocasião em que o ditador venezuelano Nicolás Maduro foi capturado.
De acordo com o chefe de Estado, o país “precisa” da Groenlândia para a segurança nacional. “[Precisamos da Groenlândia] não por causa dos minerais, temos vários lugares para minerais e petróleo, mais que qualquer país do mundo. Precisamos da Groenlândia para nossa segurança nacional”, disse.
Segundo Trump, navios russos e chineses estão “por todas as partes” no território semiautônomo localizado no polo ártico e que pertence à Dinamarca.
A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, emitiu uma nota afirmando que os EUA não têm qualquer direito de anexar nenhum dos países do Reino da Dinamarca.
A chefe do Estado europeu lembrou que a Dinamarca faz parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e está coberta pela garantia de segurança da aliança militar, que é encabeçada pelos próprios EUA.
“Já temos um acordo de defesa entre o Reino e os Estados Unidos, que concede aos EUA amplo acesso à Groenlândia. E nós, por parte do Reino, investimos significativamente em segurança no Ártico”, completou.
A primeira-ministra da Dinamarca ainda apelou para o fim das ameaças. “Insisto veementemente para que os EUA cessem as ameaças contra um aliado histórico e contra outro país e outro povo que já deixaram bem claro que não estão à venda”, finalizou.
O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens Frederik Nielsen, também comentou sobre o assunto, afirmando que “a ameaça é inaceitável”.
Colômbia
Além da Groenlândia, Trump ameaçou também com uma ação militar na Colômbia, do presidente Gustavo Petro, crítico das políticas da Casa Branca para a América Latina. O presidente dos EUA disse que uma ação militar contra o governo Petro “parece bom”.
“A Colômbia também está muito doente, administrada por um homem doente, que gosta de produzir cocaína e vendê-la aos EUA, e ele não vai continuar fazendo isso por muito tempo”, disse Trump a jornalistas.
O presidente da Colômbia rejeitou as acusações do presidente estadunidense. “Não sou ilegítimo, nem traficante de drogas; meu único bem é a casa da minha família, que ainda pago com meu salário. Meus extratos bancários foram tornados públicos”, lembrou.
Com informações de Agência Brasil.
