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“Foram mortos a sangue-frio”, diz ministro após prisão de Maduro

O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, afirmou neste domingo (4) que parte da equipe de segurança do presidente Nicolás Maduro foi morta a sangue-frio durante o ataque realizado pelos Estados Unidos, no sábado (3). A ofensiva terminou com a captura do chefe de Estado venezuelano.

Segundo Vladimir Padrino López, entre as vítimas estão soldados, soldadas e cidadãos inocentes. O ministro não citou nomes nem apresentou números oficiais sobre os mortos.

A declaração ocorreu em vídeo divulgado nas redes oficiais. Nas imagens, o ministro aparece ao lado de integrantes das Forças Armadas venezuelanas enquanto lê um comunicado institucional.

REJEIÇÃO

Durante o pronunciamento, Vladimir Padrino López repudiou a intervenção norte-americana na Venezuela. O ministro também exigiu a libertação imediata de Maduro, detido em New York sob acusação de narcoterrorismo.

A fala reforçou o discurso de soberania nacional adotado pelo governo venezuelano. Para as autoridades do país, a operação representa uma violação direta do Direito Internacional.

O comunicado não detalhou eventuais respostas militares. Ainda assim, o tom foi de alerta para possíveis desdobramentos regionais.

ENTENDA

No sábado (3), explosões atingiram diferentes bairros de Caracas, capital da Venezuela. Em meio à ofensiva militar organizada pelos Estados Unidos, Nicolás Maduro e a primeira-dama, Cilia Flores, foram capturados por forças militares de elite norte-americanas.

Após a prisão, o casal foi levado para New York. A operação ocorreu em meio ao agravamento das tensões diplomáticas entre os dois países.

Vladimir Padrino López considera a ação militar uma intervenção direta dos Estados Unidos na América Latina. Ele lembrou que ação semelhante ocorreu no Panamá, em 1989, quando soldados dos Estados Unidos prenderam, após invadirem o país, o então presidente Manuel Noriega.

Com informações da Agência Brasil.