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Vice-presidente da Venezuela cobra prova de vida de Maduro após ataque dos EUA

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, dirigiu-se ao país em pronunciamento transmitido pela televisão estatal e exigiu dos Estados Unidos a “confirmação imediata de que o presidente Nicolás Maduro e a primeira-dama estão vivos”. Segundo ela, a operação militar resultou na morte de autoridades governamentais, militares e civis.

Conforme os primeiros relatos divulgados pelo governo venezuelano, bases militares estratégicas foram atingidas, entre elas o Forte Tiuna, considerado o principal complexo militar do país, e a base aérea de La Carlota. O porto da capital também teria sido alvo dos ataques. Moradores de diversos bairros de Caracas relataram explosões visíveis à distância, e parte da população foi às ruas após os bombardeios.

O governo dos Estados Unidos acusa Nicolás Maduro de liderar um “narcoestado” e de fraudar as eleições que o mantiveram no poder. Maduro, que assumiu a presidência após a morte de Hugo Chávez, respondeu às acusações afirmando que os EUA cobiçam as reservas de petróleo da Venezuela, consideradas as maiores do mundo.

A ação militar foi ordenada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Nas últimas semanas, o chefe da Casa Branca vinha levantando publicamente a possibilidade de ataques terrestres contra a Venezuela, no contexto de uma suposta “guerra contra os cartéis de drogas”. Trump também havia declarado que os dias de Maduro “estavam contados”, após o envio de uma frota de navios de guerra norte-americanos para o Caribe.

As tensões entre Washington e Caracas vinham se intensificando há semanas. Nos últimos dias, forças armadas dos Estados Unidos atacaram embarcações supostamente utilizadas por narcotraficantes. Na segunda-feira anterior à ofensiva em larga escala, Trump anunciou que os EUA destruíram uma área de atracação na Venezuela, usada por embarcações acusadas de envolvimento com o narcotráfico, no que foi descrito como o primeiro ataque terrestre americano em solo venezuelano.