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Ministro da Defesa da Venezuela diz que país resistirá à presença de tropas estrangeiras

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Em meio ao agravamento das tensões entre Caracas e Washington, o ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, classificou como “vil e covarde” o ataque militar ocorrido na madrugada deste sábado (3), atribuído aos Estados Unidos. Segundo ele, a ação representa uma grave violação da soberania venezuelana e coloca em risco a paz regional. Padrino também afirmou que a Venezuela resistirá à presença de tropas estrangeiras.

Em mensagem em vídeo divulgada pela manhã, ele repudiou a presença de tropas estrangeiras em território venezuelano e afirmou que a ofensiva constitui uma ameaça não apenas à Venezuela, mas também à estabilidade da América Latina e do Caribe. O governo de Caracas informou que está reunindo informações sobre possíveis feridos e vítimas fatais decorrentes da ação militar.

De acordo com o ministro, o ataque configura uma “flagrante violação da Carta das Nações Unidas e do direito internacional”, com o objetivo de desestabilizar o país e subverter o governo liderado pelo presidente Nicolás Maduro. Padrino apelou à comunidade internacional e a organismos multilaterais para que condenem o que classificou como uma agressão injustificada.

O pronunciamento ocorre após declarações do presidente dos Estados Unidos, que afirmou que forças americanas realizaram um ataque em grande escala contra alvos militares na Venezuela, alegando ainda a captura de Nicolás Maduro e de sua esposa. O anúncio gerou forte reação em Caracas, que contestou a versão apresentada por Washington e decretou estado de comoção externa.

Conforme a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, Madura e a esposa serão julgados em Nova Iorque. Maduro é acusado de narcoterrorismo.

A escalada do conflito elevou o clima de crise na região, provocando reações divergentes no cenário internacional e reacendendo debates sobre soberania nacional, direito internacional e o papel das grandes potências nas relações hemisféricas.