A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (Faec) passa a ocupar a vice-presidência da Câmara Setorial da Segurança Hídrica no exercício de 2026, colegiado vinculado à Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece). A função será exercida por Odílio Coimbra, assessor especial da presidência da Faec.
A presidência da Câmara ficará a cargo da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), representada por Heitor Studart, coordenador do Núcleo de Infraestrutura e presidente do Conselho Temático de Infraestrutura (Coinfra). A Secretaria Executiva será desempenhada por Hyperides Macêdo, assessor técnico da Secretaria do Desenvolvimento Econômico do Ceará (SDE) e ex-secretário dos Recursos Hídricos do Estado.
Entre as prioridades estão a elaboração de um diagnóstico atualizado do sistema hídrico estadual, em parceria com a Secretaria dos Recursos Hídricos (SRH) e a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), além da implantação de sistemas de reuso de água, com atenção ao Complexo Industrial e Portuário do Pecém. A agenda inclui ainda o acompanhamento de projetos estruturantes, como o Projeto de Integração do Rio São Francisco.
Exportações do agronegócio cearense crescem 22% até novembro de 2025
As exportações do agronegócio do Ceará registraram crescimento de 21,96% no período de janeiro a novembro de 2025, na comparação com o mesmo intervalo de 2024. O valor exportado pelos principais segmentos do setor alcançou US$ 453,3 milhões.
Entre os destaques do período está o segmento da castanha de caju, que apresentou crescimento de 88,84% nas exportações, totalizando US$ 66,9 milhões. Com esse desempenho, o Ceará manteve sua posição de liderança nacional, respondendo por mais de 94% das exportações brasileiras de amêndoas de caju. O avanço foi impulsionado, sobretudo, pela recuperação dos preços no mercado internacional e pelo aumento da demanda nos Estados Unidos e na Europa.
Ceará investe R$ 1,6 milhão em vacinação bovina para fortalecer a cadeia do leite
O Governo do Ceará destinará R$ 1,6 milhão à vacinação bovina contra brucelose e tuberculose, com o objetivo de fortalecer a produção leiteira e ampliar a segurança sanitária no estado. A ação foi formalizada por meio de convênio entre a Secretaria do Desenvolvimento Econômico (SDE) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e prevê a aquisição e distribuição de 231.078 doses da vacina RB-51, destinadas à imunização de fêmeas bovinas com idade entre 3 e 8 meses.
O projeto contempla a compra de 9.243 frascos da vacina e deve beneficiar diretamente cerca de 64 mil produtores rurais, com foco na agricultura familiar, em diversas regiões cearenses. A iniciativa busca reduzir perdas produtivas, elevar o padrão sanitário do rebanho e garantir maior segurança à cadeia de produção de leite. Do total de recursos investidos, R$ 1,6 milhão são oriundos do Mapa, com contrapartida de R$ 35,1 mil do Tesouro Estadual.
Investimentos privados impulsionam agropecuária cearense e reforçam perspectivas para 2026
A agropecuária cearense apresentou desempenho expressivo em 2025, com crescimento superior ao dos demais setores da economia estadual no terceiro trimestre do ano, com avanço de 5,3%. Segundo o presidente reeleito da Faec, Amílcar Silveira, o resultado é reflexo direto do aumento do investimento privado, especialmente nas áreas de tecnologia e inovação aplicadas à produção rural.
Para 2026, a expectativa é de manutenção do ritmo de expansão, com a articulação entre Faec, Sebrae, Fiec e Governo do Estado em projetos estratégicos voltados à diversificação produtiva. Entre as iniciativas em estudo está o apoio a produtores do Espírito Santo com o objetivo de estruturar o Ceará como novo polo de produção de café, ampliando a competitividade do setor agrícola.
As instituições também atuam de forma integrada em outro projeto estruturante, voltado à implantação da produção de algodão em escala comercial, em áreas previamente definidas, como as chapadas do Apodi e do Araripe. A consolidação dessa iniciativa, no entanto, enfrenta entraves relacionados à oferta de energia elétrica com tensão estável, condição essencial para a operação de pivôs centrais e demais equipamentos de mecanização.
