O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou neste sábado (3) que determinou o envio de forças de segurança à fronteira com a Venezuela diante da possibilidade de um “fluxo massivo de refugiados” vindos do país vizinho. A medida ocorre após o agravamento da crise na Venezuela, em meio a um ataque militar atribuído aos Estados Unidos.
Em declaração publicada nas redes sociais após uma reunião de segurança nacional realizada durante a madrugada, Petro afirmou que seu governo também acionará instâncias internacionais. Segundo o presidente colombiano, o caso será levado ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para que seja analisada “a agressão contra a soberania da Venezuela e da América Latina”.
“Sem soberania, não há nação”, escreveu Petro. Crítico declarado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o mandatário colombiano defendeu uma resposta baseada no direito internacional e na preservação da vida. “A República da Colômbia reitera sua convicção de que a paz, o respeito ao direito internacional e a proteção da vida e da dignidade humana devem prevalecer sobre qualquer forma de confronto armado”, afirmou.
No mesmo dia, Donald Trump declarou, por meio de uma rede social, que forças americanas realizaram um ataque de grande escala contra a Venezuela e capturaram o presidente Nicolás Maduro. A declaração intensificou a tensão diplomática e elevou o grau de alerta nos países da região, especialmente aqueles que compartilham fronteira com o território venezuelano.
