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Ataque dos EUA à Venezuela deixa ao menos 40 mortos, revela NYT

Ao menos 40 pessoas morreram durante a operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, na madrugada deste sábado (3). A informação foi publicada pelo jornal The New York Times e confirmada por um alto funcionário do governo venezuelano, que indicou a presença de civis e soldados entre as vítimas do confronto.

A ofensiva ocorreu em meio à escalada de tensões entre Washington e Caracas, intensificada sob o argumento norte-americano de combate ao tráfico internacional de drogas. O ataque atingiu a capital, Caracas, e outras localidades do país, conforme já havia sido informado pelas autoridades venezuelanas.

Diante do agravamento do cenário, a Embaixada dos Estados Unidos em Bogotá afirmou estar ciente das explosões registradas em Caracas e emitiu alerta para que cidadãos norte-americanos não viajem à Venezuela “por nenhum motivo” e evitem as regiões de fronteira do país com Colômbia, Brasil e Guiana.

Desde o início da ofensiva militar, Nicolás Maduro passou a ser o principal alvo das declarações do presidente dos EUA, Donald Trump. O líder venezuelano é acusado por Washington de chefiar o chamado Cartel de los Soles, grupo recentemente classificado pelo governo norte-americano como organização terrorista internacional.

Entenda o conflito

A captura de Maduro e o ataque em larga escala contra a Venezuela foram confirmados publicamente por Trump em uma publicação nas redes sociais. “Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em larga escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado e levado para fora do país juntamente com sua esposa”, afirmou o presidente norte-americano.

Além da operação militar, Maduro foi indiciado e deverá ser julgado por uma Corte em Nova York sob acusações de “narcoterrorismo”. A informação foi divulgada neste sábado pela procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi.

Em nota oficial, o governo venezuelano declarou rejeitar o que classificou como “grave agressão militar perpetrada pelo governo atual dos Estados Unidos da América contra o território e a população venezuelanos”, citando ataques a localidades civis e militares em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.

“O Governo Bolivariano convoca todas as forças sociais e políticas do país a ativarem os planos de mobilização e a repudiar este ataque imperialista. O povo da Venezuela e sua Força Armada Nacional Bolivariana, em perfeita fusão popular-militar-policial, estão mobilizados para garantir a soberania e a paz”, afirmou o comunicado.

O episódio marca um novo e grave capítulo na relação entre os dois países e reacende o debate internacional sobre intervenções militares, soberania nacional e estabilidade na América Latina.