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Com 42%, Elmano é favorito à eleição de 2026 no Ceará, aponta pesquisa do Instituto Opinião

Elmano de Freitas (PT), atual governador do Ceará, é o favorito na disputa pelo Palácio da Abolição nas eleições de 2026. Pesquisa realizada pelo Instituto Opinião, entre os dias 29 e 30 de dezembro, aponta que o petista, com apoio do presidente Lula (PT), do ministro da Educação, Camilo Santana (PT), e do senador Cid Gomes (PSB), possui 42% das intenções de voto dos entrevistados.

Ainda conforme o levantamento, o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB), com os apoios do ex-deputado federal Capitão Wagner (União Brasil), do ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (União Brasil) e do deputado federal André Fernandes (PL), possui 27% da intenção de votos.

Já o senador Eduardo Girão (Novo), com os apoios do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), da vereadora de Fortaleza, Priscila Costa (PL), e do deputado estadual Carmelo Neto (PL), aparece com 22%.

Parcela de 9% não souberam responder.

O resultado ocorre no cenário estimulado, em que os candidatos são apresentados para os entrevistados. Os apoios estão considerados já na pergunta feita aos eleitores.

Confira o resultado da pesquisa:

  • Elmano de Freitas (PT), com apoio de Lula (PT), Camilo Santana (PT) e Cid Gomes (PSB): 42%;
  • Ciro Gomes (PSDB), com apoio de Capitão Wagner (União Brasil), Roberto Cláudio (União Brasil) e André Fernandes (PL): 27%;
  • Eduardo Girão (Novo), com apoio de Jair Bolsonaro (PL), Michelle Bolsonaro (PL), Priscila Costa (PL) e Carmelo Neto (PL): 22%;
  • Não sabe: 9%.

O Instituto Opinião entrevistou 1.200 eleitores em 20 municípios do Ceará. A margem de erro é de 5 pontos percentuais para mais e para menos. As entrevistas, pessoais, domiciliares e com aplicação de questionário estruturado por meio de dispositivos móveis, foram realizadas entre os dias 29 e 30 de dezembro.

No mesmo levantamento, o Instituto Opinião também perguntou aos entrevistados sobre a intenção de voto para o Senado e a avaliação da gestão do governador.

Cenário estimulado

A pesquisa também levou em consideração o cenário estimulado, em que os nomes dos candidatos não são apresentados para os entrevistados. O governador Elmano também aparece na primeira posição na estimulada, com 28% dos eleitores afirmando que votariam nele.

Ciro, na sequência, possui 17%, enquanto o senador Eduardo Girão, conta com 5%. Pré-candidato anunciado pelo Psol, o professor Jarir Pereira não foi citado.

Metade dos entrevistados, ou seja, 50% dos eleitores, afirmaram não saber em que votar ou não responderam à pergunta.

Confira o resultado no cenário estimulado:

  • Elmano de Freitas (PT): 28%;
  • Ciro Gomes (PSDB): 17%;
  • Eduardo Girão (Novo): 5%;
  • Jarir Pereira (Psol): sem citação;
  • Não sabe/Não respondeu: 50%.

2º turno

No turno adicional, a pesquisa aponta que o governador levaria a melhor contra os dois candidato. Contra Ciro, Elmano conta com 53% da intenção de voto, enquanto o Tucano possui 47%.

Já contra Girão, o governador tem 57%, enquanto o senador aparece com 43%.

Elmano x Ciro

  • Elmano de Freitas (PT), com apoio de Lula (PT), Camilo Santana (PT), Cid Gomes (PSB), Evandro Leitão (PT), Romeu Aldigueri (PSB), Eunício Oliveira (MDB), Zezinho Albuquerque (PP) e Domingos Filho (PSD): 53%;
  • Ciro Gomes (PSDB), com apoio de Jair Bolsonaro (PL), André Fernandes (PL), Alcides Fernandes (PL), Capitão Wagner (União Brasil), Roberto Cláudio (União Brasil) e Inspetor Alberto (PL): 47%.

Elmano x Girão

  • Elmano de Freitas (PT), com apoio de Lula (PT), Camilo Santana (PT), Cid Gomes (PSB), Evandro Leitão (PT), Romeu Aldigueri (PSB), Eunício Oliveira (MDB), Zezinho Albuquerque (PP) e Domingos Filho (PSD): 57%;
  • Eduardo Girão (Novo), com apoio de Jair Bolsonaro (PL), André Fernandes (PL), Alcides Fernandes (PL), Capitão Wagner (União Brasil), Roberto Cláudio (União Brasil) e Inspetor Alberto (PL): 43%.

Reeleição

Do lado da situação, a candidatura de Elmano de Freitas à reeleição é dada como certa pelos aliados mais próximos. O nome de Camilo Santana também tem aparecido com mais frequência por parte da oposição. O ministro, eleito para o Senado em 2022, seria uma alternativa diante de uma suposta candidatura forte da direita.

O fato é que a oposição ainda não tem um nome definido. Ciro Gomes, do PSDB, é o favorito de muitas lideranças da direita, em especial do União Brasil e do PL. Ex-governador do Ceará, ex-ministro e candidato à Presidência em quatro pleitos, o tucano se aproximou mais da pauta estadual neste ano, mas não confirma a pré-candidatura. Em mais de uma ocasião, Ciro defendeu o nome do ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, para a disputa pelo Palácio da Abolição.

Opções no União Brasil

Roberto Cláudio deixou o PDT ao lado de Ciro, mas escolheu se filiar ao União Brasil. O evento que marcou sua chegada ao partido aconteceu em Brasília, com a presença de líderes nacionais, como o governador de Goiás (e presidenciável) Ronaldo Caiado, o vice nacional da legenda, ACM Neto, e o presidente do partido, Antônio Rueda. O ex-prefeito, contudo, não colocou seu nome como pré-candidato ao Governo.

Capitão Wagner, até então o principal nome do União para pleitos majoritários, também é uma opção da direita. Após ser derrotado nas eleições de 2024, Wagner mudou o tom. O perfil mais moderado, que se desviava do bolsonarismo, foi deixado de lado e, nas redes sociais, Wagner passou a adotar um discurso mais afinado com os aliados do ex-presidente. Vídeos portando armas, concentração de denúncias na área de segurança pública, ataques ao PT e a “inimigos” do bolsonarismo, como o ministro Alexandre de Moraes, são frequentes nas redes sociais.

O impasse do PL

O União Brasil quer estar com o PL na chapa para 2026. As conversas acontecem desde o começo do ano e dariam ao Partido Liberal a chance de emplacar um nome ao Senado. A sigla não conta com nomes fortes para disputar o Abolição – o deputado André Fernandes, sua principal liderança no Estado, não tem idade para se candidatar ao Governo nem ao Senado.

Aliar-se ao União Brasil não é uma operação simples para o PL. Internamente, no Ceará, a legenda não está unida no entendimento da disputa de outubro. André quer seu pai, o deputado estadual Alcides Fernandes, como nome para o Senado. A vereadora Priscila Costa apresentou seu nome como pré-candidata, com o apoio da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Em âmbito nacional, também não há um entendimento único. Michelle Bolsonaro defende que o partido apoie um aliado de Bolsonaro: o senador Eduardo Girão (Novo). No lançamento da pré-candidatura de Girão, no fim de novembro, ela fez críticas duras a Ciro Gomes e a líderes do PL que discutiam uma aliança com ele.

Do outro lado, os filhos de Bolsonaro estavam fechados com André Fernandes, na tentativa de coligar com Ciro e o União Brasil. O mal-estar gerado pelas críticas públicas de Michelle levou Bolsonaro a intervir. O ex-presidente ordenou que fossem suspensas as tratativas com Ciro, uma forma de não desautorizar nem a esposa, nem os filhos. Apesar da manifestação pública, as conversas no Ceará continuam.

Novo

Eduardo Girão é contra as reeleições de mandato. Já havia dito que não disputaria o Senado e, agora, tenta reunir a direita em torno de seu nome. A seu favor, o senador do Novo tem a coerência de suas posições e a aliança fiel a Bolsonaro, um dos cabos eleitorais mais fortes para o próximo ano.