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Desemprego no Brasil cai para 5,2% em novembro, menor taxa desde 2012

O desemprego no Brasil caiu para a sua menor taxa desde 2012, início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua. Neste último trimestre – setembro, outubro e novembro -, conforme o levantamento, 5,2% da força de trabalho do país está desocupada. Conforme a Pnad Contínua, 5,6 milhões de pessoas estão em busca de trabalho no País.

Desde o trimestre que se iniciou no último mês de junho, o indicador vem mostrando, sucessivamente, as menores taxas da série histórica. À época, nos meses de junho, julho e agosto, a taxa de desemprego foi de 5,6%.

Os dados mostram ainda que houve um novo recorde no número de pessoas ocupadas no País, de 103,2 milhões. O nível de ocupação de pessoas com 14 anos ou mais que estavam trabalhando no mês chegou ao menor percentual da série histórica da Pnad Contínua: 59%.

Segundo a coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Adriana Beringuy, a manutenção do patamar elevado no contingente de trabalhadores em 2025 tem “assegurado a redução da pressão por busca de trabalho”, o que, de acordo com ela, reduz consideravelmente a taxa de desocupação.

Ao longo do período, o maior contingente de desocupados ocorreu no trimestre encerrado em março de 2021, auge da pandemia de Covid-19, quando esse indicador chegou a 14,979 milhões de pessoas.

Taxa de subutilização é a menor da série

De acordo com o levantamento, as medidas de subutilização da força de trabalho também mostraram um quadro positivo. O indicador mede o total de pessoas que gostariam de trabalhar mais ou que poderiam trabalhar, mas não estão ocupadas, incluindo desempregados, subocupados e desalentados – que desistiram de procurar.

Neste último mês de novembro, a taxa composta de subutilização caiu para 13,5%, a mais baixa da série. O recuo foi de 0,6 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior (14,1%) e de -1,7 pontos percentuais ante o mesmo trimestre de 2024 (15,3%).

A população subutilizada chegou a 15,4 milhões, o menor contingente desde o trimestre encerrado em dezembro de 2014 (15,3 milhões), recuando nas duas comparações: -3,9% (menos 627 mil) no trimestre e -11,9% (menos 2,1 milhões) no ano.

Administração pública puxa alta

Em relação ao trimestre anterior, o único grupamento de atividade com aumento significativo de pessoas ocupadas foi o de “Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais”, com uma alta de 2,6%, ou 492 mil pessoas ocupadas a mais. Os outros nove grupamentos ficaram estáveis.

“As ocupações associadas às atividades de serviços de Educação e Saúde foram as que mais contribuíram para a expansão da ocupação no trimestre”, afirmou Adriana Beringuy.

Já na comparação com o mesmo trimestre de 2024, a ocupação cresceu em dois grupamentos: Transporte, armazenagem e correio (3,9%, ou mais 222 mil pessoas) e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (5,6%, ou mais 1,0 milhão de pessoas).

Nesta mesma comparação, em relação aos Serviços domésticos, a ocupação recuou 6,0%, o equivalente a menos 357 mil trabalhadores.

Taxa de informalidade

Da população ocupada, a taxa de informalidade (proporção de trabalhadores informais na população ocupada) foi de 37,7%, equivalente a 38,8 milhões de pessoas no trabalho informal.

A taxa ficou abaixo dos 38,0% (ou 38,9 milhões) observados no trimestre encerrado em agosto e também foi menor que os 38,8% (ou 39,5 milhões) atingidos no trimestre encerrado em novembro de 2024.

O recuo na informalidade foi influenciado pelo novo recorde no número de trabalhadores com carteira assinada, que chegou a 39,4 milhões, com estabilidade na comparação trimestral e alta de 2,6% (ou mais 1,0 milhão de trabalhadores com carteira) no ano.

O número de empregados no setor público (13,1 milhões) também foi recorde, com alta de 1,9% (mais 250 mil pessoas) no trimestre e de 3,8% (mais 484 mil pessoas) no ano.

Já o número de trabalhadores sem carteira assinada no setor privado ficou em 13,6 milhões, mostrando estabilidade no trimestre e caindo 3,4% (menos 486 mil pessoas) no ano.

Por outro lado, o número de trabalhadores por conta própria chegou a 26,0 milhões, novo recorde da série histórica. Na comparação trimestral, esse contingente ficou estável, mas cresceu 2,9% (ou mais 734 mil pessoas) no ano.

Massa de rendimentos cresce

O rendimento médio real habitual da população ocupada do país chegou a um novo recorde, de R$ 3.574. Em relação ao último trimestre, houve um crescimento de 1,8%. Já na comparação com o mesmo trimestre de 2024, o crescimento foi de 4,5%, já descontados os efeitos da inflação.

No trimestre, o rendimento recorde foi puxado pela alta de 5,4% no rendimento médio dos trabalhadores em Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas.

Já na comparação anual, houve ganhos em cinco atividades: Agricultura e pecuária (7,3%), Construção (6,7%), Informação, Comunicação e Atividades Financeiras (6,3%), Administração pública (4,2%) e Serviços domésticos (5,5%).

Com os recordes do rendimento médio e do número de trabalhadores, a massa de rendimento real habitual também atingiu novo recorde: R$ 363,7 bilhões, com altas de 2,5% (mais R$ 9,0 bilhões) no trimestre e de 5,8% (mais R$ 19,9 bilhões) no ano.