No dia 19 de dezembro, a Transnordestina Logística S/A inaugurou o transporte de carga ferroviária no Ceará com a chegada do primeiro trem de milho de Simplício Mendes (PI) a Iguatu, no Centro-Sul cearense.
Embora o trecho em operação seja apenas o primeiro de vários, as obras avançam com previsão de conclusão para 2027. A ferrovia ligará as regiões agropecuárias e industriais do Piauí, Maranhão, Bahia, Pernambuco e Ceará ao Porto do Pecém, facilitando o transporte de grãos, minérios e outros produtos essenciais à economia regional.
O presidente da TLSA, Tufi Daher, destacou a crescente demanda de empresas cearenses, como a Tijuca Alimentos, para contratos de transporte de insumos. Com o custo-benefício do transporte ferroviário, o setor agropecuário cearense espera reduzir custos logísticos e ampliar a competitividade.
Reservatórios do Ceará encerram o ano com 40,37% da capacidade
Em dezembro de 2025, os reservatórios do Ceará registraram 40,37% da capacidade total de armazenamento, o equivalente a 18,3 bilhões de metros cúbicos de água. O volume é considerado compatível com o período de início das chuvas de pré-estação e mantém patamar semelhante ao observado no encerramento de 2024.
O percentual consolidado considera os 143 reservatórios estratégicos monitorados e gerenciados pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh). Atualmente, 38 açudes operam com volumes inferiores a 30% da capacidade, enquanto apenas dois (Caldeirões, em Saboeiro, e Curral Velho, em Morada Nova) apresentaram níveis acima de 90%. Em situação crítica, a bacia dos Sertões de Crateús acumula apenas 10,4% do volume total.
CNA Orienta Produtor Rural sobre Novo Modelo de Nota Fiscal a partir de 2026
Em 1º de janeiro de 2026 entra em vigor a transição para o novo modelo de tributação sobre o consumo no Brasil, e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) alerta os produtores rurais para a necessidade de adequação dos sistemas de emissão de notas fiscais eletrônicas até o fim de 2025.
Segundo a CNA, produtores que utilizam sistemas próprios devem solicitar, ainda em dezembro deste ano, a atualização para o novo padrão definido pela Receita Federal. A não adequação poderá gerar restrições na emissão de documentos fiscais a partir do início de 2026.
A mudança decorre da Reforma Tributária, que institui um modelo baseado no Imposto sobre Valor Agregado (IVA), com a criação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), em substituição gradual aos tributos atuais. Em 2026, haverá um período de transição, com emissão de notas no novo formato e aplicação de uma alíquota-teste de 1%, sem impacto financeiro para o produtor.
A CNA recomenda que a adaptação seja planejada e envolva áreas como contabilidade, jurídico, financeiro e tecnologia da informação. A entidade destaca ainda benefícios ao agro, como redução de 60% das alíquotas, regime opcional para produtores com faturamento de até R$ 3,6 milhões, isenção do imposto seletivo para produtos agropecuários e tratamento diferenciado para cooperativas e biocombustíveis.
CNA reafirma Importância do RenovaBio para o setor agroenergético
Em 11 de dezembro, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) destacou o papel estratégico do RenovaBio como instrumento de estímulo à produção de biocombustíveis no país, durante sessão especial do Senado Federal que marcou os oito anos de vigência do programa.
O evento foi promovido pela Frente Parlamentar da Agricultura (FPA) e pela Comissão de Bioenergia do Instituto Pensar Agro (IPA) e reuniu parlamentares, representantes do governo, especialistas e agentes do setor produtivo. A sessão teve como foco a avaliação dos resultados do RenovaBio e sua contribuição para a política energética nacional.
O programa prevê a emissão dos Créditos de Descarbonização (CBios), certificados concedidos a produtores e importadores de biocombustíveis conforme o desempenho ambiental de sua produção. O RenovaBio tem impacto direto na previsibilidade regulatória do setor, no estímulo aos investimentos no agro energético.
