Pilotos, copilotos, comissários e demais empregados que trabalham a bordo de aeronaves de voos regulares comerciais poderão entrar em greve nacional a partir do dia 1º de janeiro. A categoria reivindica, dentre as principais pautas, melhores salários, reajuste do vale-alimentação e previdência privada. A decisão ainda depende do resultado de duas assembleias.
A negociação envolve apenas as companhias Azul e Gol, já que os profissionais da Latam já aprovaram, em acordo coletivo, as propostas apresentadas pela empresa nos dias 11 e 12 de dezembro.
De acordo com o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), a primeira proposta teve 49,31% dos votos contrários e 49,25% favoráveis, além de uma abstenção de 1,44%.
Dentre os principais pontos exigidos pelos profissionais da Azul e da Gol estão:
- Recomposição salarial pelo INPC mais 3%;
- Reajuste do vale-alimentação pelo INPC mais R$ 105;
- Previdência privada;
- Aumento das diárias internacionais;
- Pagamento em dobro da hora noturna.
A categoria aponta ainda o combate à fadiga como uma das pautas prioritárias.
Nova proposta já foi apresentada
De acordo com o SNA, uma nova proposta salarial, apresentada nesta terça-feira (23) em audiência no Tribunal Superior do Trabalho (TST), será avaliada em assembleia online, com votação entre os dias 26 e 28.
Caso seja recusada, está marcada uma nova assembleia presencial, em São Paulo (SP), no dia 29, a qual poderá deflagrar a paralisação a partir do primeiro dia de 2026.
Conforme o TST, a nova proposta foi construída “em conjunto” pelas partes, com ganho real de 0,5% e recomposição da inflação calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), o que resultaria em aumento salarial de 4,68%. A proposta prevê também reajuste do vale-alimentação em 8% e demais itens.
Em transmissão ao vivo, o presidente do Sindicato, Tiago Rosa, afirmou, em recado à categoria, que os profissionais estão prontos para a greve. “Nós estamos organizados, teremos todos os esclarecimentos na assembleia do dia 29”, disse.
