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Em sua 1ª Missa do Galo, Leão XIV defende o cuidado com pobres e imigrantes

Na véspera de Natal, nesta quarta-feira (24), o Papa Leão XIV fez questão de destacar, na tradicional Missa do Galo, o cuidado aos pobres e imigrantes. O pontífice discursou para cerca de 6 mil pessoas, dentro da basílica, durante a celebração solene.

“Na Terra, não há lugar para Deus se não há lugar para a pessoa humana. Recusar um é recusar o outro”, disse o papa.

Leão XIV usou da história de nascimento de Jesus em um estábulo para defender o cuidado com as pessoas mais vulneráveis. “Negar ajuda aos pobres é rejeitar a Deus”, disse o líder da Igreja Católica.

Primeiro papa nascido nos Estados Unidos, Leão XIV celebra seu primeiro Natal após ter sido eleito, em maio, para suceder Papa Francisco. Mesmo assim, não poupou críticas ao líder de sua terra natal, o presidente Donald Trump, em especial sobre sua política anti-imigração.

“Enquanto uma economia distorcida leva a tratar os homens como mercadoria, Deus torna-se semelhante a nós, revelando a infinita dignidade de cada pessoa. Enquanto o homem quer tornar-se Deus para dominar o próximo, Deus quer tornar-se homem para nos libertar de toda a escravidão. Será este amor suficiente para mudar a nossa história?, afirmou Leão, citando Bento XVI.

Do lado de fora da basílica, cerca de 5 mil pessoas acompanharam a celebração por telões na Praça de São Pedro, segurando guarda-chuvas e vestindo capas de chuva sob uma forte chuva em Roma. O papa saiu para cumprimentá-las antes do início da missa.

Amanhã, Leão XIV celebrará a missa do dia de Natal e fará a tradicional mensagem e bênção “Urbi et Orbi” (à cidade e ao mundo), realizada duas vezes por ano.

Pedido de paz

Na mensagem preparada para o 1º de Janeiro, o Dia Mundial da Paz, divulgada antecipadamente, Leão XIV apresentou um pedido de paz “desarmada e desarmante” e incentivou a construção de uma cultura de paz na vida doméstica e pública.

Para o Dia Mundial da Paz, o Papa Leão XIV defendeu o desarmamento e aconselhou cristãos e, principalmente, autoridades políticas, a se espelharem em Jesus Cristo, que travou uma luta “desarmada”.

Ele criticou também a corrida armamentista dos países, com crescente despesas militares, associada a discursos “difundindo a percepção de que se vive sob ameaça e que a segurança deve ser armada”.

O pontífice também condenou o uso bélico da inteligência artificial (IA), que “radicalizou a tragédia nos conflitos armados”. Em Gaza, por exemplo, de forma pioneira, Israel usou drones guiados por IA como ferramentas de intimidação, vigilância e ataques.