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Cinturão das Águas avança e entra na reta final no Ceará

O Cinturão das Águas do Ceará (CAC) atingiu 91% de execução e mantém ritmo acelerado para a conclusão, prevista para junho de 2026. Considerada a maior obra de transferência hídrica estadual do País, a iniciativa reúne esforços do Governo Federal, por meio do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, e do Governo do Estado do Ceará.

O empreendimento ocupa posição estratégica na política de segurança hídrica do Nordeste. A estrutura amplia a capacidade de distribuição de água e fortalece a preparação do Estado para períodos prolongados de estiagem.

A agenda técnica mais recente reuniu gestores do Sistema dos Recursos Hídricos no Lote 3, em Barbalha, no Cariri Cearense. A programação incluiu visita técnica e coletiva de imprensa para apresentação do andamento dos serviços.

SEGURANÇA HÍDRICA

O secretário dos Recursos Hídricos, Fernando Santana, associou o avanço da obra à prioridade dada pelo Governo do Estado ao tema. Segundo ele, a meta inicial previa 85% de execução até o fim do ano, percentual já superado antes do encerramento do período.

O secretário dos Recursos Hídricos, Fernando Santana, destacou o empenho do governador Elmano de Freitas (PT) na condução do projeto. Foto: Marina Filgueiras/ Ascom SRH

A avaliação técnica aponta que parte das estruturas já opera em caráter experimental. O cenário reforça a expectativa de entrega dentro do prazo anunciado.

INTEGRAÇÃO REGIONAL

Com 145,3 quilômetros de extensão, o Cinturão das Águas reúne canais a céu aberto, sifões e túneis. A água captada na barragem de Jati, no Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco (Pisf), segue até as nascentes do Rio Cariús, em Nova Olinda, no Cariri Cearense.

A conclusão do sistema representa reforço decisivo para a garantia hídrica do Cariri Cearense, segunda região mais populosa do Estado e com forte peso econômico. A prioridade do uso da água será o consumo humano.

O planejamento inclui, em seguida, atendimento à indústria, ao turismo, à dessedentação animal e à agricultura irrigada. A área de influência direta alcança 24 municípios e cerca de 561 mil pessoas.

ABASTECIMENTO AMPLIADO

A estrutura também assume papel relevante na integração hídrica estadual. A ligação com o Eixão das Águas permite contribuição direta para o abastecimento da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), com potencial para atender mais de 5 milhões de habitantes.

O Trecho Emergencial já se encontra liberado para essa finalidade. A medida amplia a segurança no fornecimento de água para a Capital e municípios vizinhos.

A distribuição integrada fortalece a capacidade de resposta do Estado em cenários críticos. A interligação de sistemas reduz riscos de desabastecimento em períodos de seca severa.

OBRAS POR LOTES

A execução do Cinturão das Águas está organizada em cinco lotes. Os lotes 1, 2 e 5 já foram finalizados, consolidando etapas importantes do projeto.

O Lote 3, que conecta Barbalha a Crato, passando por Juazeiro do Norte, registra 86% de execução. O Lote 4, entre Crato e Nova Olinda, alcançou 70% de avanço e tem conclusão prevista para outubro de 2026.

No total, a obra soma 145,32 quilômetros e apresenta execução geral próxima de 90%. A entrega final permanece programada para junho de 2026.

INVESTIMENTOS E EMPREGOS

O investimento global no Cinturão das Águas gira em torno de R$ 800 milhões, com recursos dos governos Estadual e Federal. Apenas os Lotes 3 e 4 concentram R$ 1,084 bilhão em aportes.

Desse total, R$ 319 milhões destinam-se ao Lote 3, enquanto R$ 765,9 milhões financiam o Lote 4. Os valores refletem a complexidade das estruturas e a extensão dos trechos.

A obra também impulsiona a economia regional, com mais de 1,5 mil empregos diretos e cerca de 500 máquinas em operação. O movimento fortalece cadeias produtivas locais e o desenvolvimento do Interior.

GESTÃO FUTURA

Após a conclusão integral do sistema, a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) ficará responsável pela operação, manutenção e monitoramento da infraestrutura. O trabalho inclui o controle do volume de água bruta entregue mensalmente pela operadora federal.

A previsão de entrega do último lote em junho de 2026 consolida o Cinturão das Águas como marco histórico da segurança hídrica cearense. O projeto amplia a estabilidade do abastecimento e garante água para milhões de pessoas nas próximas gerações.