O relatório “Ceará em Comex”, elaborado pelo Centro Internacional de Negócios do Ceará (CIN) da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), revelou que o Estado teve um o déficit comercial de US$ 465,2 milhões, uma melhora de quase 70% frente ao ano passado.
As exportações sofreram um aumento de 51% no acumulado do ano em relação a 2024 e redução de 11,6% nas importações. Segundo o relatório, o resultado significativo nas exportações foi impulsionado pelo forte desempenho da siderurgia e pela expansão de cadeias agroindustriais, como frutas, ceras vegetais, castanha de caju e preparações alimentícias.
Os Estados Unidos seguem como principal destino das vendas externas, respondendo por 47,5% do total exportado no ano, evidenciando a centralidade de mercado e a necessidade de acompanhamento das cadeias mais expostas.
No entanto, entre os 148 países compradores de produtos cearenses, o relatório apontou alta nas vendas para:
- México (184%);
- Itália (119,9%);
- Reino Unido (103,2%).
Considerando apenas o mês de novembro, as exportações cearenses somaram US$ 191 milhões, uma variação positiva de 95,1% em relação a novembro de 2024. Já na comparação com outubro deste ano, houve queda de 11,7%.
De acordo com o estudo, “o recuo mensal refletiu ajuste natural após o forte pico de outubro, mantendo, contudo, desempenho elevado na comparação anual, especialmente nos setores de ferro e aço, frutas, ceras vegetais e preparações hortícolas”.
REDUÇÃO DE IMPORTAÇÕES
Os dados relacionados às importações mostraram que novembro registrou US$ 208,2 milhões em compras do comércio exterior, uma redução de 0,9% na comparação mensal e de 10,6% na comparação anual.
No acumulado do ano, a pauta manteve-se concentrada em:
- Combustíveis minerais;
- Ferro e aço;
- Produtos químicos orgânicos;
- Máquinas e aparelhos elétricos.
Destacou-se ainda crescimento em adubos e fertilizantes, refletindo aumento da demanda agrícola.
POSIÇÃO NO RANKING
De acordo com os dados, o Ceará manteve a 17ª posição nacional entre os estados exportadores, com 0,65% de participação nas exportações brasileiras, ante 0,44% em 2024.
No indicador regional, o Ceará respondeu por 9,02% das exportações do Nordeste, acima dos 5,94% observados em 2024, consolidando-se como 4º maior exportador da região.
