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Déficit comercial cai em quase 70% no Ceará em 2025, aponta CNI

Exportações foram impulsionadas pelo forte desempenho da siderurgia. Foto: FIEC

O relatório “Ceará em Comex”, elaborado pelo Centro Internacional de Negócios do Ceará (CIN) da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), revelou que o Estado teve um o déficit comercial de US$ 465,2 milhões, uma melhora de quase 70% frente ao ano passado.

As exportações sofreram um aumento de 51% no acumulado do ano em relação a 2024 e redução de 11,6% nas importações. Segundo o relatório, o resultado significativo nas exportações foi impulsionado pelo forte desempenho da siderurgia e pela expansão de cadeias agroindustriais, como frutas, ceras vegetais, castanha de caju e preparações alimentícias.

Os Estados Unidos seguem como principal destino das vendas externas, respondendo por 47,5% do total exportado no ano, evidenciando a centralidade de mercado e a necessidade de acompanhamento das cadeias mais expostas.

No entanto, entre os 148 países compradores de produtos cearenses, o relatório apontou alta nas vendas para:

  • México (184%);
  • Itália (119,9%);
  • Reino Unido (103,2%).

Considerando apenas o mês de novembro, as exportações cearenses somaram US$ 191 milhões, uma variação positiva de 95,1% em relação a novembro de 2024. Já na comparação com outubro deste ano, houve queda de 11,7%.

De acordo com o estudo, “o recuo mensal refletiu ajuste natural após o forte pico de outubro, mantendo, contudo, desempenho elevado na comparação anual, especialmente nos setores de ferro e aço, frutas, ceras vegetais e preparações hortícolas”.

REDUÇÃO DE IMPORTAÇÕES

Os dados relacionados às importações mostraram que novembro registrou US$ 208,2 milhões em compras do comércio exterior, uma redução de 0,9% na comparação mensal e de 10,6% na comparação anual.

No acumulado do ano, a pauta manteve-se concentrada em:

  • Combustíveis minerais;
  • Ferro e aço;
  • Produtos químicos orgânicos;
  • Máquinas e aparelhos elétricos.

Destacou-se ainda crescimento em adubos e fertilizantes, refletindo aumento da demanda agrícola.

POSIÇÃO NO RANKING

De acordo com os dados, o Ceará manteve a 17ª posição nacional entre os estados exportadores, com 0,65% de participação nas exportações brasileiras, ante 0,44% em 2024.

No indicador regional, o Ceará respondeu por 9,02% das exportações do Nordeste, acima dos 5,94% observados em 2024, consolidando-se como 4º maior exportador da região.