O político de extrema-direita José Antonio Kast venceu a eleição presidencial do Chile neste domingo (15) contra a candidata esquerdista Jeanette Jara. Ele defende a construção de muros nas fronteiras e o envio de militares para as áreas de alto índice de criminalidade.
Kat obteve 58,30% dos votos no segundo turno enquanto Jeanette ficou com 41,70% dos votos com mais de 95% das urnas apuradas. O resultado conduziu o país à sua mais acentuada guinada à direita desde o fim da ditadura militar em 1990.

Os altos índices de criminalidade e migração no Chile foram decisivos para a população nomear um político a favor da deportação de todos os migrantes em situação irregular no país.
“A democracia falou alto e claro“, disse Jeanette ao reconhecer a derrota.
Essa foi a terceira candidatura de Kast à presidência após a derrota para o presidente de esquerda Gabriel Boric em 2021. Entre suas prostas está:
- A criação de uma polícia inspirada no Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE).
- Redução drástica dos gastos públicos.
- Mudanças na lei do aborto.
CONGRESSO DIVIDIDO
As medidas mais radicais de Kast sofrerão resistência de praticamente metade do Congresso, pois as cadeiras do Senado estão igualmente divididas entre políticos de direita e de esquerda.
O candidato já se posicionou contra o aborto e a pílula do dia seguinte, mas a mudança na lei exigiria o apoio de mais da metade do Congresso para ser aprovada.

Com o Chile enfrentando criminalidade violenta, alto fluxo imigratório, tráfico de pessoas e exploração sexual, a população coloca em Kast a expectativa de grandes medidas para combater as problemáticas.
Além disso, a economia do país espera menos regulamentação e políticas mais favoráveis ao mercado para garantir a posição de maior produtor mundial de cobre e importante produtor de lítio.
