Os números ajudam a compreender os motivos de o Centro de Fortaleza seguir como um dos principais motores econômicos da Capital, mesmo após atravessar um dos períodos mais desafiadores de sua história recente. Longe de uma narrativa de esvaziamento definitivo, os dados apontam para um território que se reinventa, sustenta negócios e continua atraindo novos empreendimentos.
Conforme a Junta Comercial do Estado do Ceará (Juced), o Ceará registrou, entre janeiro e novembro de 2025, um crescimento de 28% na abertura de empresas, saltando de 103.813 para 132.901 novos registros. Os setores de serviços, comércio e indústria lideraram esse movimento, indicando uma recuperação consistente da atividade econômica no Estado.
Em Fortaleza, a retomada é ainda mais expressiva. Até novembro de 2025, a Capital contabilizava 333.146 CNPJs ativos, com a abertura de 46.332 novas empresas ao longo do ano – um aumento de 36,3% em relação a 2024. Somente no primeiro semestre, foram registrados 31.267 novos empreendimentos, o que representa crescimento de 41,62% na comparação anual.
Dentro desse cenário de expansão, o Centro reafirma seu protagonismo. O bairro concentra atualmente 21.616 CNPJs ativos, ocupando a segunda posição entre os bairros com maior número de empresas em Fortaleza, atrás apenas da Aldeota. O dado reforça o papel estratégico do Centro não apenas como espaço histórico e simbólico da cidade, mas como um território econômico vivo, onde negócios tradicionais e novos empreendimentos coexistem.
Após o impacto da pandemia de Covid-19, que entre 2020 e 2022 provocou queda nas vendas e reconfiguração do fluxo de consumidores, comerciantes do Centro foram obrigados a rever modelos, ajustar estratégias e buscar alternativas para manter suas atividades. A resposta a esse período de retração aparece agora nos números, que indicam retomada e resiliência.
Mais do que estatísticas, os dados revelam a capacidade do Centro de Fortaleza de continuar sendo um ambiente fértil para o empreendedorismo. Em meio às transformações urbanas e econômicas, o bairro segue como um dos principais polos de geração de negócios da Capital, confirmando que sua relevância vai além da memória: ela se traduz, hoje, em atividade econômica concreta e em milhares de empresas em funcionamento.
Mesa de Negócios
Há quem acredite que empreender seja apenas uma equação de planilhas, projeções e métricas. Mas, basta observar os bastidores onde as decisões realmente acontecem para perceber que os grandes negócios nascem em territórios menos previsíveis, nos encontros, nos improvisos, nas intuições certeiras, e até nos tropeços que se transformam em oportunidades. O sucesso raramente cabe em gráficos. Ele acontece nas pessoas.
É essa dimensão humana e estratégica que o “Mesa de Negócios”, programa do Opinião CE, tem revelado desde sua estreia, há dois meses. Empresários de diferentes segmentos têm compartilhado histórias que vão muito além dos números, trazendo experiências que iluminam o que move e sustenta o empreendedorismo, na prática.
Agora, o programa amplia essa conversa com a série “Mesa de Negócios – Especial Centro”, dedicando uma série especial ao território mais simbólico, pulsante e desafiador da Capital: o Centro de Fortaleza. Um lugar que, mais do que um bairro, funciona como palco onde negócios nascem, sobrevivem, se reinventam e permanecem em cena há décadas.
O projeto é conduzido pelos jornalistas Karla Sousa e Jordan Vall e tem o apoio da C. Rolim Modas, marca que se tornou referência no varejo de moda ao unir tradição familiar, visão estratégica e conexão com o consumidor.

