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Ceará registra maior número de focos de calor em novembro desde 2005, aponta Funceme

Foto: Divulgação/Bombeiros

O Ceará registrou, em novembro de 2025, o maior número de focos de calor para o mês desde o início da série histórica, em 2005. Os dados constam no Informativo Mensal de Focos de Calor divulgado pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), com base nas detecções do satélite AQUA, utilizado como satélite de referência.

De acordo com o levantamento, foram identificados 2.902 focos de calor no território cearense ao longo do mês. O número representa um aumento de 56% em relação à média histórica de novembro, que é de 1.858 registros, e de 17% na comparação com o mesmo período de 2024. No ranking nacional, o Ceará ficou na terceira posição, atrás apenas do Maranhão, com 5.784 focos, e do Pará, com 5.659.

Como é feita a análise

A Funceme explica que a análise de tendência dos focos de calor é feita a partir de dados diários do satélite AQUA, o que permite identificar padrões e variações ao longo dos anos, tanto em recortes regionais quanto na comparação entre diferentes períodos.

Considerando as informações consolidadas de todos os 11 satélites de monitoramento utilizados pelo sistema, o número total de focos de calor detectados no Ceará em novembro chegou a 29.615. A distribuição espacial dessas ocorrências mostra maior concentração nas porções noroeste e sul do Estado.

Foto: Divulgação/Bombeiros

Entre os municípios, os maiores registros foram observados em Icó, com 1.109 focos, Crateús (1.060), Quiterianópolis (811), Acopiara (679) e Santa Quitéria (655), concentrando parte significativa das ocorrências no interior do Ceará.

As Unidades de Conservação (UCs) também foram fortemente impactadas. Ao todo, foram registrados 2.466 focos de calor nessas áreas.

As unidades federais concentraram a maior parte das detecções, com 2.007 focos, destacando-se a Área de Proteção Ambiental (APA) da Chapada do Araripe, que, sozinha, contabilizou 1.064 registros. Já as UCs estaduais somaram 437 focos, com maior incidência na APA do Boqueirão do Poti e no Parque Estadual do Cânion Cearense do Rio Poti.

Nos Territórios Indígenas, considerados áreas de conservação em sentido amplo, foram identificados 22 focos de calor.

Os números reforçam o alerta para a intensificação das queimadas no Estado e o impacto direto sobre áreas ambientalmente sensíveis, ampliando a preocupação com danos ambientais, riscos à saúde da população e desafios adicionais para as ações de fiscalização e prevenção.

Cuidados

Para reduzir o risco de incêndios florestais, que costumam se intensificar no Ceará durante o segundo semestre do ano, o Corpo de Bombeiros Militar do Ceará orienta que qualquer foco de fogo ou princípio de sinistro seja comunicado imediatamente pelo número 193.

A corporação também reforça a adoção de medidas preventivas simples no dia a dia, como não queimar lixo, restos de poda ou mato seco, manter terrenos limpos sem o uso do fogo e acionar os bombeiros ao perceber fumaça ou qualquer indício de incêndio em áreas de vegetação. Segundo o Corpo de Bombeiros, a colaboração da população, aliada ao trabalho preventivo das equipes, é fundamental para reduzir os incêndios em vegetação e preservar o meio ambiente, a saúde pública e o bem-estar da população cearense.