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Residências populares serão construídas em terreno ocupado na “Avenida do Aeroporto”

Foto: Divulgação

Um terreno ocupado ao lado do Aeroporto Internacional Pinto Martins, de Fortaleza, será contemplado com residências populares no âmbito do programa “Minha Casa, Minha Vida” (MCMV), do Governo Federal. Conforme o superintendente do Patrimônio da União no Ceará, Fábio Galvão, a expectativa é de que 750 apartamentos sejam construídos.

No terreno, o modelo adotado será o “MCMV Entidades”, em que a produção das residências é organizada por entidades como movimentos sociais de moradia por meio do financiamento subsidiado com recursos do Fundo de Desenvolvimento Social (FDS).

“O acordo foi: a entidade que vencer lá o edital, que está aberto, poderá atender todas aquelas famílias”, disse Galvão.

Conforme o superintendente, foi firmado um acordo entre a União, o Governo do Ceará, a Prefeitura de Fortaleza, a associação dos ocupantes da comunidade Heisenberg, na liderança de Evangelista, e a Defensoria Pública do Estado do Ceará (DPCE), ocasião em que foi decidido que o imóvel seria destinado para ser contemplado pelo programa do Governo Federal.

Foi assinado um Termo de Ajustamento de Conduta de Moradia, que tem como objetivo regularizar a situação de habitação irregular na comunidade.

A defensora Elizabeth Chagas, aliás, destacou que, no acordo firmado, a Prefeitura de Fortaleza garantiu 300 aluguéis sociais a partir do primeiro dia útil de fevereiro de 2026.

Imagens aéreas da comunidade Heisenberg. Foto: Reprodução

Comunidade Heisenberg

Em entrevista ao Opinião CE, Evangelista detalhou que, no acordo, foi firmado que 420 famílias que estão dentro do terreno serão beneficiadas. Os outros 330 apartamentos que serão disponibilizados nas residências populares serão utilizados para atender à demanda do Governo e da Prefeitura em relação ao déficit habitacional. Ele ressaltou, porém, que houve demanda para que as famílias atendidas no âmbito do déficit sejam moradoras do bairro.

“Pedimos uma atenção para que as famílias que sejam atendida pelo Governo e pela Prefeitura sejam moradores do próprio bairro“, disse, frisando que o objetivo, com a demanda, é evitar conflitos.

Evangelista afirmou que, com o anúncio das residências populares, as famílias que ocupam o terreno passaram a ter mais confiança no que a direção da associação já tinha informado. “É uma oportunidade maravilhosa para todas as famílias”, disse ele.

O líder comunitário informou que todas as famílias tinham medo de aceitar as promessas, mas que o trabalho sério da Defensoria Pública deu confiança para os ocupantes do terreno. “Nós somos gratos à Defensoria e à sua representante, que é a Dra. Elizabeth e o Dr. Lino”, afirmou.