Menu

“Não permitirei que regras sejam rasgadas”, diz Motta sobre expulsão de Glauber

Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), se pronunciou, ainda nesta terça-feira (7), sobre a retirada à força do deputado Glauber Braga (Psol-RJ) da mesa diretora. O chefe do legislativo afirmou que seu colega desrespeitou “a própria Câmara dos Deputados” e informou que pediu a apuração de “excessos” contra a imprensa.

Motta classificou Glauber como “reincidente”, lembrando que o psolista já havia ocupado a sala das comissões por uma semana, em greve de fome.

“A cadeira da Presidência não pertence a mim. Ela pertence à República, pertence à democracia, pertence ao povo brasileiro. E nenhum parlamentar está autorizado a transformar em instrumento de intimidação ou desordem. Deputado pode muito, mas não pode tudo”, disse o presidente da Câmara durante a sessão.

O chefe do legislativo  reforçou que a ação de Glauber não é amparada pelo regimento interno da Casa. “Fora disso, não é liberdade, é abuso. O presidente da Câmara não é responsável pelos atos que levaram determinadas cassações ao plenário, mas é, sim, responsável por garantir o rito, a ordem e o respeito à instituição”, completou.

Durante a retirada do parlamentar do plenário, a Polícia Legislativa empurrou e derrubou jornalistas, que já tinham sido expulsos do plenário antes que Glauber fosse removido da cadeira da Presidência. A TV Câmara também derrubou do ar o sinal da transmissão.

“Determinei ainda a apuração de todo e qualquer excesso cometido quanto à cobertura da imprensa. Minha obrigação é proteger a democracia, do gesto autoritário disfarçado de protesto”, disse o presidente.

Glauber se solidarizou com a imprensa, logo após o episódio, antes de reforçar que nunca havia presenciado o corte de sinal da TV Câmara. “Eu estou aqui há bastante tempo, há algum tempo pelo menos. Até hoje não tinha ouvido falar de cortarem o sinal da TV Câmara para que as pessoas não acompanhassem o que estava acontecendo dentro do plenário”, disse.

“A única coisa que eu pedi ao presidente da Câmara, Hugo Motta, foi que ele tivesse 1% do tratamento para comigo que teve com aqueles que sequestraram a mesa diretora da Câmara por 48 horas por dois dias em associação com um deputado que está nos Estados Unidos conspirando contra o nosso país”, afirmou o parlamentar depois de ser retirado.