O ex-deputado estadual Acrísio Sena (PT) defendeu que Cid Gomes (PSB) seja candidato a um novo mandato para o Senado pelo grupo governista. O senador já afirmou não ter pretensão de disputar o pleito, e quer que o deputado federal Júnior Mano (PSB) seja um dos dois candidatos da chapa do Abolição.
Em entrevista ao podcast Questão de Opinião, do Opinião CE, Acrísio ressaltou que é preciso “dar estabilidade política” ao Senado. Segundo ele, o primeiro nome, que “agrega valor, traz estabilidade com os prefeito e dá força ao Governo” é o de Cid.
“Por isso o nosso apelo, o nosso pleito, é de que o Cid coloque o nome para ser senador”, disse o petista.
Em tom de brincadeira, o deputado acrescentou que o ex-governador poderia colocar o Júnior Mano como primeiro suplente ao Senado. “Tem problema não”, brincou.
Além de Cid e Mano, no entanto, outros nomes são cotados pela base do Governo para o Senado. Os deputados federais José Guimarães (PT) e Eunício Oliveira (MDB), o secretário do Desenvolvimento Econômico, Domingos Filho (PSD) e o ex-senador Chiquinho Feitosa (Republicanos) despontam como possíveis candidatos.
De acordo com Acrísio, a segunda vaga para o Senado será analisada com base na conjuntura nacional e em pesquisas internas. “Não tem muito o que a gente ficar inventando a roda nesse debate”, afirmou.
“Tem bons quadros. Não é falta de quadros. Mas a equação não é só quadros, são as acomodações dessa base aliada que não é pequena”, acrescentou.
“O nosso plano, de A a Z, é Elmano de Freitas”
Como frisou o petista, não existe segundo plano para o Governo do Estado, já que o governador Elmano de Freitas (PT) já está garantido como o candidato do grupo. Nos bastidores, há quem fale sobre uma possível candidatura do ministro Camilo Santana (PT), o que foi rejeitado por Acrísio.
“O plano nosso, A, B, C, D e Z, é Elmano de Freitas”, disse o parlamentar, pontuando que as pesquisas internas mostram a “boa avaliação” do Governo.
Ele ressaltou ainda que as pesquisas internas mostram que o ministro Camilo é a principal liderança política do Ceará, e pode interferir nos rumos da eleição. “Temos pesquisa que se botar Camilo e Lula junto, impulsiona até um candidato que não fosse conhecido”, destacou.
