O movimento nacional Mulheres Vivas tomou as ruas de diversas cidades brasileiras neste domingo (7), em protesto contra a crescente violência contra as mulheres. Em Fortaleza, a caminhada começou às 16h na Avenida Beira, saindo da Estátua Guardiã, reunindo coletivos e cidadãos em defesa da vida feminina.
Os atos foram motivados por crimes recentes que causaram indignação na sociedade. Entre eles, o assassinato da cabo Maria de Lourdes, cujo corpo foi carbonizado; o caso de Tainara Souza, que perdeu as pernas após ser atropelada; e a morte de duas funcionárias do Centro Federal de Educação Tecnológica, no Rio de Janeiro, assassinadas por um servidor que se suicidou em seguida.
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Neste ano, até o momento, o país contabiliza mais de 1.180 feminicídios e registra quase 3 mil atendimentos diários pelo Ligue 180, do Ministério das Mulheres. Em 2024, foram registrados 1.450 casos, um aumento de 12% em relação ao ano anterior e o maior índice desde a criação da lei que endurece as penas para esse tipo de crime.
Entre as principais reivindicações das participantes estão a proteção integral a filhos e filhas de mulheres em situação de violência, a paridade de gênero no Poder Público e no Judiciário, a regulação de plataformas digitais para combater o ódio e a violência online, e o cumprimento integral do orçamento destinado às políticas para mulheres.
Em Brasília, o ato contou com a presença das ministras Márcia Lopes (Mulheres), Anielle Franco (Igualdade Racial), Luciana Santos (Ciência e Tecnologia), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), Esther Dweck (Gestão), além da primeira-dama Janja da Silva.
