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Justiça do DF torna Bruno Henrique, do Flamengo, réu por estelionato

Foto: Fernando Moreno/Agif/Gazeta Press

A Terceira Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) acolheu, nesta quinta-feira (4), o recurso do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), e tornou o atacante Bruno Henrique, do Flamengo, e seus familiares réus por estelionato. O recurso foi aprovado por unanimidade.

Além do jogador, a Justiça acatou a acusação contra o seu irmão Wander Nunes Pinto Júnior, a cunhada do atleta, Ludymilla Araújo Lima e outras seis pessoas. Se condenados por estelionato, eles podem receber pena de um a cinco anos de prisão.

Desde julho, Bruno Henrique já é réu por fraude esportiva. Contudo, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), órgão do MPDFT, também pediu a que o atacante e outros investigados se tornassem réus por estelionato. O pedido, a princípio, foi negado, por falta de elementos probatórios, alegou o juiz Fernando Brandini Barbagalo.

Em nota, a defesa do jogador disse que recebeu a decisão com “indignação”, pois a acusação contraria a decisão fundamentada do juiz de primeira instância. “Com confiança no Poder Judiciário, será apresentado recurso pela defesa aos órgãos competentes, que demonstrará, mais uma vez, o claro equívoco da denúncia”, disse.

O caso

Bruno Henrique é acusado de agir deliberadamente para receber um cartão amarelo em uma partida contra o Santos, pelo Brasileirão, no dia 1º de novembro de 2023, realizada em Brasília. O ato teria beneficiado o irmão, a cunhada e outros apostadores, que fizeram palpites de que o atacante seria advertido na partida, o que acabou ocorrendo nos minutos finais do jogo.

Já na justiça esportiva, o atleta foi apenas multado em R$ 100 mil, decisão que não cabe recurso e foi encerrado no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).