A Câmara Municipal de Juazeiro do Norte aprovou, na última terça-feira (2), o projeto de lei que proíbe o plantio de Nim indiano no município. A proposta, assinada pela vereadora Professora PG (Podemos) e pelo vereador Boaz do Bolsonaro (PL-CE), busca evitar possíveis danos ambientais e contribuir para a preservação do equilíbrio ecológico local.
A sessão também foi marcada por uma longa lista de pedidos dos vereadores ao Executivo. Logo no início da sessão, o vereador Boaz do Bolsonaro relatou que o matadouro municipal opera com equipamentos quebrados, incluindo a balança de pesagem, e pediu uma vistoria da Secretaria de Agricultura, Meio Ambiente e Serviços Públicos.
Houve cobranças por listas de beneficiários do Minha Casa, Minha Vida, limpeza de canais, reparos em ruas, troca de iluminação, reforço na sinalização, estudo para mudança de mão em via, instalação de postes e fiscalização contra descarte irregular de lixo. O vereador Barbosa Neto (PT) também voltou a cobrar solução para os professores temporários, que continuam enfrentando interrupção salarial, especialmente nas férias.
Além da proibição do Nim indiano, os vereadores aprovaram o reconhecimento de utilidade pública da Associação Conviver Life Residence e mudanças em nomes de ruas, prolongamentos e zoneamentos. Também foi analisada a proposta do Executivo para refinanciar dívidas não tributárias do Demutran, além da primeira discussão da LDO 2026 e do PPA 2026–2029.
Pacientes denunciam situação do TFD
Três usuárias do Tratamento Fora de Domicílio (TFD) usaram a tribuna para denunciar a precariedade dos ônibus que transportam pacientes para outras cidades. Elas relataram quebras constantes, veículos deteriorados e perda de consultas. Os vereadores se comprometeram a pressionar o município e o Governo do Estado por melhorias no transporte e pela descentralização de parte dos atendimentos para Juazeiro.
Rodoviária segue alvo de críticas
No Grande Expediente, o vereador Lukão (PSDB) voltou a alertar para a insegurança na rodoviária de Juazeiro do Norte. Ele também criticou falhas simples, como iluminação acesa durante o dia, e cobrou ações imediatas das secretarias responsáveis.
