O deputado Diego Garcia (Republicanos-PR), relator do processo contra a deputada Carla Zambelli (PL-SP), apresentou um parecer contrário à cassação do mandato da parlamentar, nesta terça-feira (2), durante a reunião da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.
Garcia argumentou, em seu relatório, que não encontrou provas de que Zambelli ordenou a invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça. Aliada do ex-presidente Jair Bolsonaro, a deputada foi condenada a 10 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
“Eu analisei toda a ação e todos os documentos no qual tive acesso e o que encontrei foram suspeitas, mas não há certeza de que a deputada tenha ordenado as invasões”, disse o deputado federal.
Após ser condenada, Zambelli viajou para a Itália, tentando escapar do cumprimento de um mandado de prisão, por condenação, emitido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Porém, em julho deste ano, ela foi presa em Roma.
Por ter cidadania italiana, a deputada de extrema-direita deixou o Brasil em busca de asilo político na Itália após ser condenada a 10 anos de prisão pelo STF pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrida em 2023.
Segundo as investigações, Carla Zambelli foi a autora intelectual da invasão, que resultou na emissão de um mandado falso de prisão contra Alexandre de Moraes. No STF, Walter Delgatti Neto, condenado pelo mesmo caso, confirmou ter executado o hackeamento sob orientação da parlamentar.
Pedido de extradição
Após a fuga, o governo brasileiro solicitou a extradição da deputada. O pedido foi formalizado pelo STF em 11 de junho e enviado pelo Itamaraty às autoridades italianas. Em outubro, o Ministério Público da Itália emitiu parecer favorável à extradição, mas ainda não há prazo definido para que a Justiça italiana decida sobre o caso.
