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Lula e Trump discutem combate ao crime organizado em ligação de 40 minutos

Trump e Lula em imagem de outubro de 2025. Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República

O presidente Lula (PT) e o presidente norte-americano, Donald Trump, dedicaram parte central de uma conversa por telefone, realizada nesta terça-feira (2), ao reforço da cooperação bilateral no combate ao crime organizado internacional. A chamada, que durou cerca de 40 minutos, foi classificada por Lula como “muito produtiva” e incluiu ainda temas comerciais e econômicos.

Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou ter destacado ao presidente dos Estados Unidos as operações recentes conduzidas pelo Governo Federal para asfixiar financeiramente facções criminosas, algumas delas com ramificações que atuam a partir do Exterior. O presidente brasileiro pediu apoio para aprofundar ações conjuntas e fortalecer a troca de informações entre os dois países.

Segundo Lula, Trump demonstrou “total disposição em trabalhar junto com o Brasil” e se colocou à disposição para apoiar iniciativas binacionais de enfrentamento às organizações criminosas transnacionais.

Pressão por redução de tarifas

O presidente brasileiro voltou a cobrar de Trump a redução das tarifas ainda aplicadas a produtos nacionais. Lula elogiou a retirada da tarifa adicional de 40% sobre itens como carne, café e frutas, mas reforçou que ainda há barreiras que precisam avançar.

“Indiquei ter sido muito positiva a decisão dos Estados Unidos de retirar a tarifa adicional de 40% imposta a alguns produtos brasileiros (…) Destaquei que ainda há outros produtos tarifados que precisam ser discutidos e que o Brasil deseja avançar rápido nessas negociações”, afirmou Lula.

O Palácio do Planalto não detalhou quais setores seguem afetados pelas tarifas, mas informou que o tema continuará na agenda direta entre os dois presidentes. Lula disse ainda que Trump concordou em retomar a conversa ‘em breve’ para avaliar o andamento das iniciativas comerciais.

Contexto das negociações

O diálogo ocorre no momento em que o Brasil tenta fortalecer sua presença no mercado norte-americano e diversificar rotas de exportação, em meio a um ambiente global de tensões geopolíticas e disputas tarifárias.

A pauta de segurança tem ganhado centralidade na diplomacia brasileira diante da expansão da atuação de facções com conexões internacionais. O governo vê a cooperação com os Estados Unidos como estratégica para interceptar fluxos financeiros, armas e comunicações que operam fora do País. A expectativa do Planalto é que as conversas avancem nas próximas semanas.