Em um marco inédito para profissionais da cultura no Brasil, o Governo do Ceará assinou, nesta quinta-feira (27), no Palácio da Abolição, o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) da Cultura, o primeiro do País. A conquista resulta da mobilização e da atuação firme do Sindicato Mova-se e da Associação dos Servidores da Secretaria da Cultura (Assecult).
“Somos a Secretaria da Cultura mais antiga do Brasil e agora a primeira a assegurar uma carreira específica para os servidores“, celebrou o governador Elmano de Freitas (PT), em postagem nas redes sociais.
As duas entidades lideraram uma ampla articulação política em defesa da valorização da categoria, reunindo servidores e promovendo debates contínuos. O ato é celebrado como vitória histórica, fruto de um processo longo, complexo e sustentado por diálogo permanente.
Nos últimos meses, ocorreram reuniões com a base, encontros com o deputado Guilherme Sampaio (PT) e alinhamentos técnicos com equipes da Secretaria do Planejamento e Gestão (Seplag) e da Procuradoria-Geral do Estado (PGE). Essas etapas formaram uma agenda estratégica que resultou na formalização do PCCS.
NOVO MARCO
Para Pádua Araújo, coordenador-geral do Sindicato Mova-se, o reconhecimento não é apenas administrativo, mas afirma o valor dos profissionais que sustentam a identidade cultural do povo cearense. Ele destaca o orgulho da entidade em integrar um processo que fortalece direitos, garante valorização e projeta um novo futuro.
“A assinatura do Plano de Cargos, Carreiras e Salários da Cultura representa um marco político e histórico para o Ceará e para o Brasil. Estamos diante do primeiro PCCS específico da Cultura, fruto de uma luta coletiva construída com diálogo, firmeza e sensibilidade institucional”, saiientel Pádua Araújo.

Com o PCCS, inicia-se um ciclo de reconhecimento profissional e perspectivas reais de desenvolvimento na carreira. Para o Mova-se e a Assecult, a assinatura simboliza respeito à cultura e aos servidores que constroem diariamente a identidade cultural do Ceará.
VALORIZAÇÃO REAL
Hernesto Luz, diretor do Sindicato Mova-se, frisa que o plano representa passo decisivo para a consolidação de uma política pública que reconhece a cultura como eixo de desenvolvimento. “Vivemos um momento que entra para a História da Cultura no Brasil. O PCCS simboliza respeito aos servidores que dedicam suas vidas à construção de políticas culturais”, afirmou
Para Nilson Oliveira, presidente da Assecult, o PCCS não representa apenas vitória administrativa, mas reconhecimento de uma luta histórica de servidores que nunca desistiram de sonhar com dignidade, respeito e crescimento profissional. “Esta conquista é resultado de uma trajetória marcada por persistência e união da categoria. A Assecult sempre acreditou na possibilidade de transformar essa pauta em realidade”, disse.
