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“A direita está recalculando a rota”, diz Felipe Mota ao avaliar impasse sobre candidatura presidencial

O deputado estadual Felipe Mota (União Brasil) avalia que partidos de direita e centro-direita vivem um momento de “recalcular a rota” à espera de um consenso nacional para a disputa presidencial de 2026. Segundo ele, a ausência de uma definição dentro do campo bolsonarista tem levado siglas como União, Progressistas, Republicanos, MDB e até o PSDB a reorganizarem suas estratégias estaduais.

“O campo da direita e da extrema-direita ainda não fez um movimento que gere confiabilidade no crescimento de uma candidatura presidencial. E quem vai definir todo o quadro estadual será essa candidatura”, disse o parlamentar ao Opinião CE.

Felipe Mota aponta que nomes como Valdemar Costa Neto, Flávio e Eduardo Bolsonaro (filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro), Tarcísio de Freitas, Ratinho Júnior, Romeu Zema e Ronaldo Caiado não chegaram a um consenso – o que abriu um período de incertezas justamente às vésperas das janelas partidárias.

“Estamos a 120 dias das janelas. Os partidos precisam organizar suas bancadas estaduais, federais, no Senado e até os acordos com governadores”, afirmou.

Partidos de centro devem liberar colégios estaduais, diz deputado

Com a indefinição nacional, o deputado avalia que diversos partidos de centro tendem a adotar uma postura mais pragmática nos estados. “Se não tiver um consenso de candidatura, vários partidos vão liberar seus colégios estaduais para montar o maior número possível de chapas de deputados federais e estaduais”, avaliou.

Apesar do cenário de fragmentação, Felipe Mota reforça a importância das federações partidárias. Para ele, a união entre União Brasil e Progressistas, que vem sendo discutida nacionalmente, tem peso estratégico.

“A federação tem muito sentido. Ela fortalece chapas proporcionais e também a disputa majoritária, com mais tempo de TV e acesso a fundos partidários. E digo mais: a federação União-Progressista será a maior bancada do Congresso Nacional em outubro de 2026”, projetou.

Ceará depende de decisão nacional

Sobre o palanque no Ceará, o deputado avaliou que o cenário continua aberto. A definição, segundo ele, passa diretamente por quem será o nome da centro-direita para a Presidência. “O candidato aqui está se decidindo. Precisamos saber quem será o candidato nacional, quem fará essa ligação com a centro-direita”, afirmou.

Felipe Mota disse ter preferência pessoal: queria ver Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, como candidato. “Eu queria muito que o Tarcísio fosse o candidato para termos mais força no Nordeste. Com ele, todos os partidos de centro estariam juntos”, afirmou.

Mas, na leitura do parlamentar, o governador de São Paulo não demonstra disposição para liderar o campo em 2026. “O que estou vendo é que o Tarcísio quer mesmo a reeleição. Não o vejo com vontade de ser presidente. Acho que ele quer esperar mais quatro anos, quando a pauta estiver limpa”, avaliou.