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Câmara dos Deputados vai criar comissão para analisar proposta de tarifa zero

O deputado federal Jilmar Tatto (PT-SP) anunciou em coletiva que a Câmara dos Deputados está prestes a criar uma comissão especial para analisar a proposta de tarifa zero em todo o País.

O parlamentar, em agenda no Ceará, participou, nesta terça-feira (25), de uma conversa com a deputada estadual Larissa Gaspar (PT), com quem discutiu a política que vem sendo construída.

Segundo Tatto, o colegiado, que vai contar com 19 titulares e 19 suplentes, já vem sendo discutido entre os partidos. Ele citou legendas com quem já teve conversa com seus representantes, como Psol, PL, PSD, MDB e PP.

A opinião dele é de que “três grandes projetos estruturantes” podem ser encaminhados para análise da comissão. Um deles é uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), da deputada Luiz Erundina (Psol), que propõe a criação do Sistema Único de Mobilidade (SUM).

Outra proposta é o Marco Legal do Transporte Público Coletivo Urbano, em análise na Câmara dos Deputados e que, de acordo com Tatto, daria segurança jurídica para as Prefeituras implementarem a tarifa zero.

Já o último projeto, de autoria do petista, autoriza os municípios a instituir cobrança pelo uso excessivo do sistema viário por motoristas de carro ou por motoristas de aplicativo, desde que os recursos sejam destinados ao custeio da tarifa zero.

Primeira etapa é nos municípios

Segundo o deputado, a proposta vai ter início com os municípios. Na manhã desta terça-feira, por exemplo, ele aproveitou sua presença na capital cearense para se reunir com o prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão (PT).

De acordo com Tatto, seu correligionário se comprometeu a criar um Grupo de Trabalho para estudar a proposta da tarifa zero.

Após a etapa nas cidades, a proposta vai dialogar sobre a integração nas regiões metropolitanas.

Sobre os recursos necessários para a implementação da medida, ele deu exemplo dos incentivos que são garantidos pelo Governo às empresas. Dos quase R$ 700 bilhões, o deputado afirmou que, se tirar 10% do total, ou seja, R$ 70 bilhões, a “conta começa a fechar”.

“Não é difícil. Dinheiro tem. O problema é que ele está colocado em outro lugar”, acrescentou.