Novembro é conhecido como o mês de conscientização sobre o câncer de próstata, marcado pela cor azul que simboliza a campanha nacional. O Hospital Regional Vale do Jaguaribe (HRVJ), unidade da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) em Limoeiro do Norte, oferece atendimento oncológico para tratar a doença.
O agricultor Erisnaldo Conrado, 58, enfrentou a neoplasia, recebeu cuidados no HRVJ e hoje segue em acompanhamento de rotina após a alta. O diagnóstico ocorreu de forma precoce, identificado durante exames preventivos que levaram ao tratamento com radioterapia e hormonioterapia por seis meses.
EXEMPLO POSITIVO
Erisnaldo Conrado relata que o primeiro alerta veio quando o exame apontou PSA elevado, levando-o à avaliação médica. Ele recorda que o atendimento recebido no HRVJ foi de excelência e agradece pelo suporte durante toda a terapia. Atualmente, afirma estar bem, com PSA controlado e doença em remissão, e incentiva outros homens a não adiarem os exames. Segundo ele, o medo ainda afasta pacientes, mas a busca pelo SUS pode garantir tratamento eficaz quando o problema é descoberto cedo.

O oncologista clínico do HRVJ, Alysson Bastos, reforça que a realização de exames indicados por profissionais de saúde permite detectar o câncer em fases iniciais. O médico aponta que, em situações como a de Erisnaldo Conrado, as chances de cura superam 90% quando o tumor é identificado por meio do PSA e do toque retal.
Alysson Bastos lembra que o toque retal ainda é cercado por mitos, embora seja um procedimento simples, rápido e pouco incômodo.
FATORES DE RISCO
O Instituto Nacional do Câncer (Inca) destaca a idade como um dos principais fatores de risco, já que incidência e mortalidade aumentam após os 60 anos. A predisposição genética e hábitos relacionados ao estilo de vida também podem influenciar o surgimento da doença em algumas famílias. Fumantes apresentam maior risco de morte por câncer de próstata, assim como pessoas expostas a substâncias tóxicas comuns em indústrias químicas, mecânicas e de transformação.
Entre os agentes associados ao risco, estão o arsênio, produtos de petróleo, motores de escape, hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPA), fuligem e dioxinas. Essas substâncias podem estar presentes em ambientes de trabalho ou em atividades com contato contínuo a materiais químicos. A prevenção, segundo especialistas, passa pela adoção de hábitos saudáveis e pela realização periódica dos exames recomendados.
