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Ivo Gomes chama Hugo Motta de “moleque” e cobra punição a deputados do PL

Reprodução/ Redes Sociais

O ex-prefeito de Sobral, Ivo Gomes (PSB), fez duras críticas ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), na noite desta segunda-feira (24). Através de suas redes sociais, o político cearense chamou o líder da casa legislativa de “moleque”, ao cobrar punições para deputados federais do Partido Liberal (PL), que se encontram em outros países.

Na publicação, o caçula da família Ferreira Gomes, atacou:

“Este moleque mantém às suas, nossas custas, três deputados foragidos da Justiça vivendo no exterior”, disse Ivo Gomes, citando Alexandre Ramagem (PL/RJ), Eduardo Bolsonaro (PL/SP) e Carla Zambelli (PL/SP).

O deputado Alexandre Ramagem foi flagrado nos Estados Unidos após sua condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF), na trama golpista. O descontentamento com Motta ganhou força nos corredores de Brasília, pois, deputados da base do governo acreditam que o presidente da Câmara ocultou, propositalmente, que o parlamentar havia deixado o Brasil.

Já Eduardo deixou o país, em 27 de fevereiro deste ano, também em rumo aos Estados Unidos. Desde então, é investigado por articular com o governo norte-americano iniciativas contra os ministros do STF e o governo brasileiro.

Um levantamento do portal Metrópoles, divulgado ontem (23), apontou que o parlamentar vem gastando, todos os meses, pouco mais de R$ 132 mil, perto do total da verba disponível, de R$ 133 mil mensais.

Em 20 de março, o filho do ex-presidente Bolsonaro pediu licença da Câmara de 120 dias e recebeu salário de R$ 46 mil. Só em julho, após o fim da licença não remunerada, voltou a receber da Casa um total de R$ 17 mil.

No último mês de outubro, o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados decidiu arquivar a ação que mirava a punição e uma possível perda de mandato de Eduardo. Ele era alvo de representação por quebra de decoro parlamentar por sua atuação nos Estados Unidos contra o Judiciário brasileiro.

Já Zambelli foi condenada por falsidade ideológica após a invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça. Mesmo assim, viajou para a Itália, em maio, alegando que faria um tratamento de saúde. A deputada foi incluída na lista vermelha da Interpol e acabou presa em julho. Em outubro, o Ministério Público da Itália deu parecer favorável à extradição, mas ela segue detida no país.