Os remédios usados diariamente pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foram levados para a Superintendência Regional da Polícia Federal, em Brasília, onde ele está preso preventivamente desde a manhã deste sábado (22). Segundo a defesa, Bolsonaro apresenta um quadro de saúde “debilitado”, com episódios recorrentes de soluço gastroesofágico, falta de ar e a necessidade de medicamentos que atuam no sistema nervoso central.
A Polícia Federal cumpriu o mandado de prisão preventiva determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a convocação de uma vigília marcada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para ocorrer nas proximidades da casa onde o ex-presidente cumpria prisão domiciliar.
O ministro também foi informado sobre uma suposta tentativa de Bolsonaro de romper a tornozeleira eletrônica.
Na decisão, Moraes determinou que o ex-presidente tenha atendimento médico disponível em tempo integral, considerando o histórico de comorbidades já relatado pela defesa ao STF.
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Prisões e condenação
A Superintendência da PF em Brasília, onde Bolsonaro está detido em sala de Estado, fica próxima ao Setor Hospitalar Sul, área que abriga o hospital DF Star, unidade onde o ex-presidente costuma realizar tratamentos médicos desde 2018, após o atentado à faca.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão na ação penal referente ao Núcleo 1 da trama golpista, julgamento concluído pela Primeira Turma do STF em 11 de setembro. Além do ex-presidente, outros réus condenados no mesmo processo também podem começar a cumprir suas penas nas próximas semanas.
Desde 4 de agosto, o ex-presidente cumpria prisão domiciliar, imposta pelo Supremo após o descumprimento de medidas cautelares. Ele estava proibido de acessar embaixadas e consulados, manter contato com embaixadores e autoridades estrangeiras e utilizar redes sociais, direta ou indiretamente, inclusive por terceiros, além de usar tornozeleira eletrônica.
A prisão preventiva agora substitui o regime domiciliar, e Bolsonaro segue sob custódia da Polícia Federal enquanto a defesa tenta reverter a decisão.
