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Nordeste entrega a Haddad plano para liderar a economia verde no Brasil

Foto: Reprodução/Redes Sociais

O Governo Federal recebeu, na última quarta-feira (19), um ambicioso projeto regional para impulsionar a economia de baixo carbono. Em Brasília, o presidente do Consórcio Nordeste e governador do Piauí, Rafael Fonteles, entregou ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), o Plano Brasil Nordeste de Transformação Ecológica (PTE-NE), uma estratégia que posiciona o Nordeste como protagonista da nova economia verde do Brasil.

O documento reúne 47 propostas e 324 ações que articulam os nove estados da região em torno de um plano único de desenvolvimento sustentável. A iniciativa combina vantagens competitivas já consolidadas, como o potencial incomparável para energias renováveis, a capacidade da Caatinga de capturar carbono e a presença de minerais estratégicos como terras raras, para transformar vocações naturais em emprego, inovação e reindustrialização verde.

Fonteles destacou que o plano representa uma virada histórica.

“O Nordeste apresenta ao Brasil uma estratégia que alia justiça social, proteção ambiental e dinamismo econômico. Estamos prontos para liderar o futuro.”

Haddad, por sua vez, classificou o documento como “um marco para a economia brasileira”, reforçando que a transição ecológica será um dos pilares da nova política industrial e fiscal do País.

Papel da Caatinga

O PTE-NE também reforça o papel da Caatinga como ativo ambiental de relevância global, destacando sua função como importante sumidouro de carbono e sua contribuição para cadeias produtivas sustentáveis. O plano prevê desde investimentos em hidrogênio verde e energia offshore até o fortalecimento da bioeconomia, da restauração florestal e da pesquisa em tecnologias limpas.

Com a entrega, o Nordeste formaliza sua disposição de não apenas acompanhar, mas conduzir a agenda verde nacional. A expectativa é que o Governo Federal incorpore parte das propostas ao Plano de Transformação Ecológica e às novas diretrizes de financiamento climático. Para governadores e especialistas envolvidos, o recado é claro: o futuro da economia brasileira passa inevitavelmente pelo Nordeste, e a região está pronta para liderar.

Nordeste chega unido na COP

O Plano Brasil Nordeste reúne diretrizes e projetos concretos para promover uma transformação ecológica com justiça social, reposicionando a região como protagonista da transição energética global. O documento, consultado pelo Opinião CEfoi construído de forma colaborativa, envolvendo governos estaduais, academia, setor produtivo, movimentos sociais e comunidades tradicionais.

O Plano está estruturado em seis eixos de atuação que traduzem as prioridades e desafios da transformação ecológica no Nordeste.

O primeiro eixo, Finanças Sustentáveis e Inclusivas, propõe a criação de um sistema financeiro e de governança que impulsione a transição ecológica na região. A ideia é integrar investimentos públicos e privados, garantindo segurança jurídica e inclusão social.

O segundo eixo trata do Adensamento Tecnológico, com foco em posicionar o Nordeste na economia global de baixo carbono. O plano prevê o fortalecimento das cadeias produtivas locais, o estímulo à inovação e a geração de empregos qualificados.

O eixo da Bioeconomia e dos Sistemas Agroalimentares Adaptados destaca a vocação natural da região para transformar sua sociobiodiversidade em fonte de prosperidade sustentável. As ações envolvem agroecologia, turismo comunitário, bioindústria e valorização da agricultura familiar.

Na Transição Energética, o plano busca consolidar o Nordeste como líder mundial em energia renovável justa e inclusiva. A proposta integra fontes solar, eólica, biomassa e hidrogênio verde, convertendo o potencial energético regional em competitividade e geração de renda.

O eixo da Economia Circular e Solidária incentiva a inovação aliada à conservação ambiental. O objetivo é fortalecer cooperativas e arranjos produtivos locais, com foco em reciclagem, biodigestores, bioinsumos e tecnologias sociais voltadas para uma economia de baixo carbono.

Por fim, o eixo de Infraestrutura Verde-Azul e Adaptação Climática defende a criação de uma infraestrutura conectada à natureza. As ações priorizam soluções baseadas na natureza para água, saneamento, mobilidade e prevenção de desastres, promovendo resiliência climática e valorização territorial.