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Desertificação, solos e resiliência climática: Ceará contribui com debate na COP30

O presidente da instituição, Eduardo Sávio, apresentou dados recentes sobre indicadores. Foto: Reprodução/Funceme

A Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) ampliou sua projeção internacional na COP30 ao participar de três mesas de discussão voltadas para desertificação, papel dos solos e resiliência climática. As apresentações ocorreram na Casa da Ciência, no Museu Emílio Goeldi, e no Espaço França, reunindo pesquisadores, representantes internacionais e integrantes de organismos multilaterais.

A primeira mesa tratou da desertificação no Semiárido brasileiro, destacando o trabalho da Funceme no monitoramento e recuperação de áreas degradadas. O presidente da instituição, Eduardo Sávio, apresentou dados recentes sobre indicadores físicos, fauna, processos de degradação e estratégias para enfrentamento da desertificação.

“Apresentei o trabalho da Funceme, o monitoramento, o combate e a recuperação de áreas degradadas, além dos elementos que formam uma política de enfrentamento à desertificação”, disse. Ele reforçou ainda que o envolvimento comunitário e o planejamento territorial são peças-chave nesse processo.

Martins chamou atenção para o desafio do financiamento, um gargalo histórico para a agenda climática no Semiárido. “Temos restrições importantes em termos de financiamento, mas existem iniciativas como o Sertão Vivo e experiências desde os anos 1990, como o Progeri, que mostram caminhos possíveis”, afirmou.

A segunda participação ocorreu no Espaço França, ao lado de pesquisadores como Jean-Luc Chotte, presidente do Comitê Científico Francês de Combate à Desertificação. Convidado a apresentar as recomendações da 3ª E-Site para a COP30, Martins destacou a centralidade dos solos na recuperação de áreas degradadas.

“Entramos também numa discussão sobre o papel e a importância dos solos na recuperação de áreas degradadas”, resumiu.

A terceira mesa, promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), retomou o debate na Casa da Ciência com foco em resiliência climática frente aos extremos climáticos, um tema que ganha urgência diante do aumento da variabilidade climática global. “Tratamos essencialmente da resiliência climática diante de um mundo em mudança”, disse o presidente da Funceme.

Antes dos debates formais, a Funceme integrou a caravana científica IARAÇU, dedicada à construção de uma agenda de cooperação sul-sul-norte entre África, Brasil e França. “O objetivo foi construir uma agenda para responder aos problemas dos territórios”, explicou Martins.