O governador Elmano de Freitas (PT), durante sua participação na COP30, recebeu lideranças indígenas do Estado, ocasião em que houve uma conversa para o alinhamento de ações e políticas voltadas aos territórios.
Ao Opinião CE, o secretário de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Weibe Tapeba (PT), explicou que a conversa com o chefe do Executivo teve o objetivo de discutir demandas ainda reprimidas para os povos indígenas.
Na pauta, estiveram ações como levar desenvolvimento rural e saneamento básico para os territórios. O acesso à água potável, por exemplo, tem sido uma demanda muito crescente dos povos originários brasileiros, como apontou o secretário.
“Estamos querendo somar forças para garantir o acesso à água potável nos territórios indígenas do Ceará”, disse.
De acordo com Weibe, a conversa foi produtiva. “Esperamos, a partir dos próximos meses, estarmos colhendo os frutos a partir desse diálogo estabelecido no dia de hoje”, pontuou, sobre a discussão que houve no último dia 13 de novembro.
Quem também participou da conversa com Elmano foi Cassimiro Tapeba (PT), coordenador executivo da Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo, a Apoinme, e secretário executivo da Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima (Sema).

Ele destacou, ao Opinião CE, que há um entendimento entre o Governo do Ceará e o Governo Federal em relação à cooperação.
Na pauta com Elmano, também foram destacadas “políticas públicas de sucesso”, como o Agente Jovem Ambiental (AJA) e o Auxílio Catador, que, de acordo com o secretário, têm sido replicadas em outros estados.
Alinhamento com Elmano
Ainda como apontou Weibe, o alinhamento dos povos indígenas com Elmano ocorre desde que ele era deputado estadual. “Um camarada que conhece a agenda dos povos indígenas por dentro, porque foi a voz dos povos indígenas na Assembleia Legislativa”, disse.
“Tem muitas ações em curso (…), mas, evidentemente, têm ações ainda reprimidas. Nós tratamos com ele para dar celeridade nesses projetos, para que os povos indígenas possam, de fato, ser contemplados com essas ações e essas políticas no Estado”, afirmou.
Houve também uma conversa sobre o alinhamento político, já pensando nas eleições de 2026, no ano que vem.

