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COP30: após incêndio, presidente afirma que conferência pode ser prolongada

Um dia após o incêndio registrado na COP30, a conferência segue normalmente nesta sexta-feira (21), último dia do evento. O presidente da COP, o embaixador André Corrêa do Lago, porém, afirmou que a interrupção dos trabalhos decorrente das chamas deve impactar o andamento das negociações, havendo necessidade de estender a programação.

Corrêa do Lago declarou que é comum prolongar as atividades da conferência sobre mudanças climáticas devido à complexidade das negociações e para que haja consenso sobre as decisões. Não há uma data concreta para o fim dos trabalhos.

“Vamos ver até quando dura, você sabe que as COPs, em geral, duram mais do que o previsto. Estávamos querendo adiantar, mas vamos ver como fazer”, afirmou.

Algumas edições, como a COP8, na Índia, em 2002; a COP25, em Madri; e a COP27, no Egito, ultrapassaram o prazo oficial.

A Zona Azul, local que foi afetado pelas chamas, abriu às 9h para que os trabalhos fossem retomados nesta sexta. As sessões recomeçaram em algumas das salas de negociação.

Os pavilhões dos países, a área onde houve o incêndio no começo da tarde de quinta-feira (20), foram isolados e não terão atividade até a conclusão da COP.

Carta final da COP30

O rascunho da carta final da conferência já foi apresentado. O documento reúne uma série de recomendações e ações que visam reduzir o aquecimento global. O objetivo é acelerar a ação climática global e tentar limitar o aquecimento do planeta a 1,5°C.

Dentre as medidas, está colocar o mundo “no rumo de emissões líquidas zero” até meados do século. Conhecido também como “net zero”, o termo equivale ao equilíbrio entre as emissões de gases de efeito estufa liberadas na atmosfera e a remoção da mesma quantidade dessas emissões.

Além de reduzir as emissões ao máximo possível, para alcançar tal objetivo, é preciso também compensar as emissões residuais por meio, por exemplo, de tecnologias ou métodos naturais, como o reflorestamento.