Durante participação na COP30, em Belém (PA), o ministro da Educação, Camilo Santana (PT), avaliou o cenário nacional e a disputa eleitoral que se aproxima, em 2026. Embora tenha ressaltado que políticas públicas devem ser tratadas separadamente do calendário eleitoral, o cearense afirmou que a comparação entre governos é inevitável e que, segundo ele, pesa a favor da atual gestão federal.
Camilo argumentou que a população tende a avaliar “quem fez entregas” quando chegar a hora do voto.
“A eleição é uma coisa, a relação institucional é outra. Mas, no momento certo, a população vai avaliar quem é que tem feito política pública, quem é que tem feito entregas na educação, na saúde, na segurança”, afirmou.
O ministro comparou diretamente os governos Lula e Bolsonaro no Ceará. Segundo ele, durante o período bolsonarista, o Estado teria sido negligenciado. “Pode perguntar a qualquer cidadão cearense qual foi a obra, qual foi a ação do governo Bolsonaro no Ceará. Não vai chegar nenhuma”, disse.
Para ilustrar, citou ações recentes do Governo Federal no Estado. “Estive agora em Itapipoca para entregar 500 casas e anunciar novas unidades em Fortaleza. Durante o período do Bolsonaro, não foi feita uma casa no Ceará. Não foi feita uma creche, não foi feita uma escola, não foi feita uma estrada.”
Camilo listou programas retomados ou ampliados pela gestão Lula como o Mais Médicos, Farmácia Popular, Minha Casa Minha Vida, Luz para Todos, Bolsa Família, Pé-de-Meia, Fies, Prouni e políticas de valorização docente. Para ele, isso estabelece um contraste claro entre os modelos de governo. “No momento certo, a população vai poder avaliar quem é que fez mais entrega”, afirmou.
A fala do ministro ocorre num momento em que o Governo Federal intensifica agendas sociais e de infraestrutura nos estados, enquanto aliados se articulam para 2026. Mesmo sem citar adversários locais, Camilo reforçou a posição de que a disputa eleitoral deve ser feita “com base em resultados concretos”.
