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Camilo defende transição ecológica com dignidade humana

Durante a COP30, o ministro da Educação, Camilo Santana (PT), reforçou que a agenda ambiental não pode ser dissociada das condições de vida da população.

Em fala firme durante entrevista exclusiva ao Opinião CE, ele destacou que o Ceará e outros estados do Nordeste são, hoje, pilares da matriz energética limpa do Brasil, com protagonismo em energia solar, eólica e em tecnologias de reuso de água, mas que qualquer política climática precisa considerar o ser humano.

“Quando se fala em meio ambiente, o elemento mais importante é o homem”, afirmou.

Camilo lembrou que o Ceará foi pioneiro nas fontes renováveis e tem avançado em soluções de segurança hídrica, citando o reúso de água e a construção da unidade de dessalinização que deverá reforçar o abastecimento humano. Para ele, essas iniciativas mostram que desenvolvimento sustentável é mais do que proteger biomas, garantindo saúde, educação, moradia, trabalho e dignidade às pessoas que dependem diretamente do território.

O ministro também ecoou o discurso do presidente Lula (PT) ao cobrar responsabilidade dos países ricos, que historicamente poluíram mais e agora exigem preservação das nações que mantiveram suas florestas.

Camilo defendeu o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), iniciativa proposta pelo Brasil para criar um fundo de investimento global que remunerará países por manterem suas florestas tropicais em pé, como mecanismo para proteger a natureza e, ao mesmo tempo, assegurar condições de vida para quem vive nela.

“Os países ricos poluíram o meio ambiente. Mas embaixo da floresta tem gente que mora, que trabalha, que precisa viver com dignidade. O Ceará é exemplo desse equilíbrio”, concluiu.