A COP30 marcou um dos movimentos mais ousados já feitos no setor energético e lançou um plano global para quadruplicar o uso de combustíveis sustentáveis nos próximos anos.
Em fala nesta quarta-feira (19), durante o encerramento da Ação Climática Global, em Belém (PA), o secretário-executivo da ONU para Mudanças Climáticas, Simon Stiell, defendeu a necessidade de avançar nessa agenda. A iniciativa busca acelerar a transição energética em setores de difícil descarbonização, como aviação, transporte marítimo e indústria pesada, e aponta para uma nova fase da economia verde mundial.
De acordo com Stiell, o plano faz parte de um pacote robusto de ações da Agenda de Ação Climática, que inclui também o investimento anual de mais de US$ 1 trilhão em energia limpa e redes elétricas.
“A Agenda de Ação Climática não é um mero complemento. Ela é essencial para a missão e uma parte fundamental do Acordo de Paris”, destacou.
Ele enfatizou que o aumento expressivo no uso de combustíveis sustentáveis não é apenas uma meta climática, mas uma estratégia econômica com potencial para gerar empregos, atrair investimentos e ampliar a segurança energética dos países. “Estamos vendo abordagens que envolvem toda a economia e toda a sociedade. Isso é transformador”, afirmou.
O secretário reforçou, porém, que o desafio agora é transformar ambição em entrega. Para que o plano avance, será preciso alinhar governos, empresas, investidores, cidades e comunidades, um ecossistema que, segundo ele, já começa a se consolidar graças à liderança dos Campeões de Alto Nível e à colaboração internacional iniciada há uma década pela Parceria de Marrakech.
“Cada momento de atraso é demasiado dispendioso. Precisamos transformar sinais em ações aceleradas, mostrando ao mundo que a cooperação climática permanece firme e beneficia todas as pessoas”, encerrou.

