A Seleção Brasileira deixou o gramado com sensação de frustração após o empate por 1 a 1 com a Tunísia, nesta terça-feira (18), na Decathlon Arena, em Lille, na França, encerrando o calendário de 2025 sem convencer.
O duelo ganhou peso pelo pênalti perdido por Lucas Paquetá aos 32 minutos do segundo tempo, lance que simbolizou a noite pouco inspirada do time. O jogo ainda evidenciou falhas repetidas, ritmo lento e dificuldade para criar chances reais.
Carlo Ancelotti terminou o ano com o segundo empate no comando da equipe, somando quatro vitórias e duas derrotas em oito partidas. O desempenho ficou abaixo das expectativas criadas após a boa atuação diante de Senegal, quando o Brasil mostrou intensidade e organização. A manutenção da base titular reforçou a expectativa de repetir aquela atuação mais sólida.
O público esperava outra postura, mas a produção ofensiva caiu drasticamente, revelando problemas de movimentação, criatividade e finalização. O quarteto formado por Matheus Cunha, Estêvão, Rodrygo e Vinicius Júnior enfrentou forte bloqueio tunisiano, sem conseguir romper as linhas adversárias.
ATAQUE TRAVADO
O setor defensivo também vacilou, especialmente com o uso de laterais de perfil ofensivo, como Wesley e Caio Henrique, que deixaram espaços para contra-ataques. A Tunísia aproveitou rapidamente e abriu o placar aos 22 minutos, após erro de domínio de Wesley e finalização livre de Mastouri dentro da área. A jogada expôs desatenção e lentidão nos retornos defensivos.
O gol tunisiano empurrou o Brasil para frente, mas sem organização suficiente para agredir com perigo. A igualdade só veio aos 39 minutos, quando um cruzamento de Estêvão resultou no toque de mão de Bronn dentro da área. Após revisão do VAR, o camisa 10 assumiu a cobrança e colocou qualidade na finalização, garantindo o empate.
ETAPA FINAL
O retorno para o segundo tempo trouxe mudanças pontuais, entre elas a entrada de Lucas Paquetá, que recebeu responsabilidade imediata. O meio-campista do West Ham acabou determinando o roteiro final da partida ao desperdiçar pênalti decisivo, frustrando a virada e ampliando a pressão sobre o desempenho coletivo da equipe.
PRÓXIMOS PASSOS
O placar reforçou a necessidade de ajustes antes do próximo ciclo de jogos, previsto apenas para a Data Fifa de março. O Brasil enfrentará seleções europeias, com França e Croácia como prováveis adversárias, cenário que deve exigir mais organização, intensidade e precisão. Os testes serão determinantes para avaliar a evolução do trabalho de Carlo Ancelotti.
A atuação irregular serviu de alerta para o grupo, que encerra 2025 em busca de respostas e sob cobrança crescente por desempenho convincente. O resultado também reacendeu discussões sobre variações táticas, tomadas de decisão e equilíbrio entre intensidade e controle. O desempenho físico e criativo segue como ponto central no planejamento.
A torcida deixa a temporada com expectativa moderada e certa dose de apreensão, aguardando um Brasil mais competitivo contra rivais mais fortes. A chance de recomeço em 2026 dependerá da capacidade de corrigir erros, ampliar repertório e recuperar confiança. O ano termina sem tragédia, mas também sem brilho que sustente otimismo pleno.
Com informações da Agência Brasil.
