O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes (PDT), em entrevista exclusiva ao Opinião CE durante a COP30, minimizou o atraso na operação da Ferrovia Transnordestina. O titular da pasta do Governo Federal disse ainda não ter como precisar um novo prazo para o início da fase de testes.
Inicialmente, estava marcado para o dia 24 de outubro o transporte de produtos no trecho entre São Miguel do Fidalgo, no Piauí, e o município cearense de Acopiara, parte já com as obras concluídas. A falta de emissão da Licença de Operação (LO) por parte do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), porém, fez com que a operação atrasasse.
O ministro opinou que o atraso “é muito pequeno” diante do volume de investimentos, de obras que estão sendo realizadas e empregos que estão sendo gerados.
“Vamos comemorar isso e, no momento certo, resolvidas as questões de licenciamento, a estrada começa a entrar em operação de teste”, disse.
Ferrovia Transnordestina
A ferrovia, quando concluída, vai passar por três estados nordestinos: Piauí, Ceará e Pernambuco.
Do município de Eliseu Martins (PI), um trecho vai até a cidade pernambucana de Salgueiro. De lá, saem dois braços: um segue em direção ao norte, adentrando o interior do Ceará até o Porto do Pecém, em São Gonçalo do Amarante; e outro, que segue em direção ao leste até o Porto de Suape, no litoral pernambucano.
Em um primeiro momento, a linha vai transportar produtos como grãos, minérios, gesso, algodão e contêineres.
Os grãos vêm da região conhecida como Matopiba — Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia —, que se destaca pela produção de produtos como soja e milho.
A ideia é de que, com a ferrovia, o valor dos produtos seja inferior para os produtores cearenses, já que a logística vai ter um custo menor por meio do trem.

