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CNI reforça urgência em negociações com EUA e fim do tarifaço

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) destacou a necessidade de o Brasil avançar nas negociações com os Estados Unidos após a retirada da tarifa adicional de 10%, conhecida como “taxa de reciprocidade”, sobre 238 produtos agrícolas. O presidente da CNI, Ricardo Alban, fala sobre a vantagem comercial que outros países que não contam com a sobretaxa vao ter em relação ao Brasil.

“Países que não enfrentam essa sobretaxa terão mais vantagens que o Brasil para vender aos americanos. É muito importante negociar o quanto antes um acordo para que o produto brasileiro volte a competir em condições melhores no principal destino das exportações industriais brasileiras”, afirmou o presidente da CNI, Ricardo Alban.

Segundo a entidade, a medida alivia as taxas sobre 80 produtos exportados pelo Brasil, que somaram US$ 4,6 bilhões em 2024, o que corresponde a cerca de 11% das vendas brasileiras aos EUA.

Entre esses produtos, apenas quatro passam a ser totalmente isentos de tarifas: três tipos de suco de laranja e a castanha-do-Pará. Os outros 76 itens, como carne bovina e café não torrado, tiveram redução da taxação, mas ainda enfrentarão uma tarifa de 40% para entrar no mercado americano.

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TAXA DE RECIPROCIDADE

Nesta sexta-feira (14), o presidente norte-americano Donald Trump anunciou a retirada da tarifa global, conhecida como “taxa de reciprocidade”, criada em abril deste ano. Para os países latino-americanos, essa tarifa era de 10%. No entanto, como a alíquota adicional de 40% aplicada em julho aos produtos brasileiros continua em vigor, as tarifas sobre itens como café, carne bovina, frutas e castanhas caíram de 50% para 40%.