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Na COP30, estudante do Ceará representa o Brasil com projeto premiado pela NASA

João Fellipe Coutinho Athayde, estudante de 15 anos, vai representar o Ceará na COP30, maior evento do planeta sobre mudanças climáticas e que ocorre em Belém (PA). O aluno, natural da capital paraense, estuda em um colégio cearense. O jovem vai apresentar um projeto de sua autoria premiado pela NASA, a agência espacial dos Estados Unidos.

Ele foi o vencedor do International NASA Space Apps Challenge 2025 com o “Project City Science”, que utiliza inteligência artificial para prever mudanças no clima.

Em vídeo enviado ao Opinião CE, João Fellipe afirmou que decidiu realizar o projeto sobre o tema da sustentabilidade pois queria deixar sua marca no mundo utilizando a tecnologia, já que gosta e entende do assunto.

“Após a minha inscrição, conseguimos a vitória, e vamos representar o Brasil”, disse.

A apresentação vai ocorrer na próxima terça-feira (18), das 14h20 às 14h40, ocasião em que ele participará da Mesa Redonda 2 da Conferência Internacional de Linguagens e Diálogos na Pan-Amazônia (V CICLAD), com o tema “City Science e a formulação de políticas ambientais para a Amazônia”.

O evento será realizado no auditório de Ciências Sociais Aplicadas do Campus Profissional da Universidade Federal do Pará (UFPA). Foi da Universidade, por meio do Movimento Climaz, aliás, que partiu o convite para o cearense.

João Fellipe liderou o grupo no desenvolvimento do projeto, realizado em equipe. Ele foi o único integrante da educação básica, ao lado de colegas do ensino superior.

Project City Science

O projeto se trata de uma plataforma de dados que transforma informações ambientais e urbanas complexas em percepções acionáveis, facilitando a tomada de decisões por parte de engenheiros, planejadores e gestores públicos.

Utilizando matemática aplicada a uma IA baseada no perceptron, o sistema automatiza a integração, análise e visualização de dados provenientes de múltiplas fontes, como clima, infraestrutura e indicadores de sustentabilidade.

A ferramenta está em fase de protótipo, mas pode vir a auxiliar na gestão de enchentes, eficiência energética, monitoramento ambiental e resiliência urbana.

Um dos seus diferenciais é o uso da botânica associada à inteligência artificial para a análise de danos ambientais e o apoio à formulação de políticas sustentáveis.